segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Greve em São João de Meriti vai continuar

Em assembléia realizada nesta quinta-feira (dia 27 de agosto), os profissionais das escolas municipais de São João de Meriti decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Nesta sexta (dia 27 de agosto) a greve das escolas municipais de São João de Meriti completou 10 dias, sem que o prefeito Sandro Mattos mostre qualquer disposição para o diálogo e a negociação com os profissionais das escolas municipais. Hoje, a categoria vai promover uma ida às redações dos jornais locais para denunciar a situação da educação municipal em São João de Meriti. Na segunda feria (dia 30 de agosto), haverá uma corrida às escolas para discutir com a categoria sobre a importância desta greve, que já dura 10 dias e que tem por objetivo a garantia dos nossos direitos e de reajuste emergencial. Na terça (dia 31 de agosto), será a vez da realização de uma assembléia geral no salão 4 da Igreja da Matriz, a partir das 14h.

Escolas de Meriti estão em greve desde o dia 17

Os profissionais de educação das escolas municipais de São João de Meriti estão em greve desde o dia 18 de agosto. Os professores e funcionários daquele município exigem 37% de reajuste emergencial para recompor as perdas salariais - há dois anos que os salários dos profissionais estão congelados.
Daqui a pouco, o Sepe promove um ato público em frente à prefeitura. Em seguida, a categoria realiza uma manifestação em frente à Câmara de Vereadores para pedir que os parlamentares intervenham junto ao prefeito prefeito Sandro Matos (PR), que até agora se recusa a negociar com o Sepe. O prefeito, na semana passada, afastou oito diretoras de escolas, numa tentativa de intimidar o movimento e fazer com que os profissionais de educação reabram as escolas. A categoria.
Amanhã, dia 26, os profissionais se reúnem em assembléia, às 14h, no salão 4 da Igreja da Matriz.
Veja os motivos da greve nas escolas de São João de Meriti:

1) Os professores e funcionários reivindicam que o prefeito Sandro Matos (PR) não mexa no plano de carreira da educação – o prefeito quer acabar com o adicional de 15% por tempo de serviço e de formação, e com a bonificação de 65% de triênio ao final da carreira.
2) A categoria exige o fim dos descontos ilegais de até 50% nos salários dos profissionais que entram de licença médica.
Além disso, a situação das escolas municipais é precária, com goteiras nas salas, infiltrações nos tetos e paredes, entulho nas salas, corredores e pátios. Em algumas delas, os alunos são obrigados a estudar em verdadeiros porões, sem ventilação e iluminação natural.

60% das escolas paralisaram e Ato público na Cinelândia reuniu mais de 800 profissionais da Educação




Ato público na Cinelândia reuniu centenas de manifestantes
 Na última quinta-feira, dia 26/08, ato público em protesto contra a reforma da previdência do prefeito Eduardo Paes, contida no PLC 41/2010, que propõe a retirada de diversos direitos dos servidores reuniu cerca de 800 profissionais de educação da rede municipal do Rio em frente à Câmara de Vereadores, na Cinelândia.
Juntamente com o ato, representantes da categoria percorreram os gabinetes dos vereadores, e entregaram para estes um documento exigindo que o projeto 41 não seja aprovado e reivindicando a realização de uma audiência pública para discutir as finanças do Previ-Rio e o projeto do prefeito de alterar a previdência municipal.

A luta continua: Assembléia decidiu fazer nova paralisação no dia 16/9 e participar da Marcha em Defesa da Educação Pública 
Depois do ato de protesto na Cinelândia, a categoria realizou uma assembléia geral na ABI que decidiu que a educação municipal fará uma nova paralisação de 24 horas no dia 16 de setembro, em conjunto com os profissionais das escolas estaduais e que os profissionais do município irão participar da Marcha Em Defesa da Educação Pública e de Qualidade, que sairá da Candelária às 11h até a Cinelândia.
Nas escadarias da Câmara de Vereadores, os profissionais lançarão um Manifesto em Defesa da Educação Pública, com a criação de um Fórum com apoio da OAB, universidades públicas e entidades que lutam em defesa da escola pública. Esta paralisação geral tem como objetivo a defesa da Educação e do Serviço Público no Rio de Janeiro.
Neste mesmo dia, a partir das 15h, uma nova assembléia geral da rede municipal será realizada para decidir os rumos da mobilização da categoria no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71- 9º andar/ a confirmar).
Também na assembléia do dia 26, os profissionais da rede municipal aprovaram a organização de um seminário sobre a questão da previdência municipal e deliberaram que o Sepe volte à Câmara de Vereadores com um documento para que todos os vereadores assinem, se comprometendo a não deixar que o projeto de reforma da previdência do prefeito seja levado à votação.
  
(ANEXO) Acordo com Banco Mundial é uma ameaça aos servidores:
 A prefeitura do Rio firmou um acordo no dia 20 com o Banco Mundial, que vai emprestar R$ 2,5 bilhões para a cidade. Em troca do empréstimo, a prefeitura terá que cumprir um caderno de encargos elaborado em conjunto com o banco e que representa uma séria ameaça para o conjunto do funcionalismo municipal: ativos, aposentados e pensionistas.
 Um dos principais encargos já foi enviado para votação na Câmara de Vereadores e pode ser votado a qualquer momento: o Projeto de Lei nº 41 do prefeito Eduardo Paes de reforma da previdência municipal, que prevê a quebra da paridade e diminuição dos vencimentos de aposentados e pensionistas. A reforma da previdência de Eduardo Paes também é um golpe contra  a isonomia na carreira, criando uma diferenciação entre os antigos e os novos funcionários.

Um estudo do Dieese comprova que a prefeitura, trabalhando dentro dos limites que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige, pode gastar quase R$ 1 bi a mais ainda em 2010 com um reajuste salarial bem melhor que o implementado em julho de apenas 4,21%. O reajuste salarial de 4,21% que o prefeito concedeu está bem abaixo das recentes perdas salariais dos profissionais de educação, estimadas pelo Sepe em 22%. Ano passado, o reajuste foi abaixo do índice do salário mínimo, o que elevou as perdas salariais dos profissionais da educação. Verbas existem para um reajuste específico da educação bem melhor do que o que foi concedido por Paes; um reajuste que realmente recomponha as perdas dos servidores da educação. 

Leia carta distribuída no ato do dia 26 de agosto



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