sexta-feira, 1 de junho de 2012

Iaserj, ameaçado de fechamento, pode ser terceiro hospital fechado no governo Cabral




O Hospital do Iaserj atende por mês a cerca de 9 mil pacientes (mais de 60% do Sistema Único de Saúde), faz 1.400exames de imagem (tomografia, raios X e ultrassom), 30 mil exames de laboratório, 60 atendimentos odontológicos, 100 internações, tem 16 leitos de CTI, além de funcionarem em suas instalações o Hospital Estadual de Infectologia SãoSebastião, o único do gênero em todo o estado, entrega de bolsas de colostomia, duas farmácias. Os servidores são 40%da clientela do Iaserj e a população em geral 60%.


Mesmo assim, este hospital pode ser desativado e demolido, prejudicando ainda mais a população que vem morrendo nasfilas dos hospitais da rede estadual. Se isto ocorrer, será o terceiro hospital fechado pelo governo Sérgio Cabral Filho,quando o que se precisa é de mais unidades. Os outros dois foram o Hospital São Sebastião de Infectologia e o Pedro II. OIaserj seria demolido para, em seu lugar, ser construído um novo prédio do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A obracontraria decisões dos conselhos estadual e municipal de saúde, que aprovou a descentralização das ações do Inca paraatender portadores da doença que moram em locais distantes. Fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU),apontou diversas irregularidades no processo de contratação de empresas para as obras, como sobrepreço de mais de R$ 46 milhões.

A luta pela defesa do IASERJ, Instituto de Assistência aos Servidores Públicos, vai continuar nos dias 31 demaio (nesta sexta-feira), quando haverá uma audiência pública na Alerj (sala 316), a partir das 10h e, no dia 4 de junhocom uma ocupação da área do Hospital Central do órgão, na Praça da Cruz Vermelha, durante toda a noite. A ocupaçãotem o objetivo de evitar que o governo estadual coloque tapumes no local para dar início ao processo de demolição daunidade. 



 

Saúde do Rio já é a pior


O sistema público de saúde no Rio de Janeiro foi mal na avaliação feita pelo Ministério da Saúde. Entre as principaiscidades do país, a capital teve a pior nota, 4,33, no Índice de Desempenho do Sistema Único do Saúde (IDSUS). O índicefoi divulgado em 1º de março pelo Ministério da Saúde, e foi calculado a partir de dados que vão de 2008 a 2010. Olevantamento levou em conta todas as unidades públicas.


Já entre os estados, o Rio teve a terceira pior avaliação do país: nota 4,58. Outras cidades do estado também aparecementre as com mais baixo desempenho: São Gonçalo (4,18), Niterói (4,24), Nova Iguaçu (4,41) e Duque de Caxias (4,57).Todas estão abaixo da média do Brasil, que tirou nota 5,47 no IDSUS. Em todo o país, apenas 347 municípios ou 6,42%conseguiram nota acima de 7, sendo que 345 estão no Sul e Sudeste. Mas juntos eles reúnem apenas 1,9% da populaçãobrasileira. Em todo o país, 1150 cidades (20,7% dos municípios brasileiros), onde vivem 51,7 milhões de pessoas (ou27,1% da população brasileira), obtiveram nota abaixo de 5.


O IDSUS mede o acesso e a qualidade dos serviços da rede pública em todos os municípios, regiões, estados e país. A notavaria de 0 a 10 e é calculada a partir de 24 indicadores, levando em conta desde a atenção básica até os procedimentosde alta complexidade.

(fonte: Sindsprev)

Campanha de solidariedade aos bombeiros do Rio de Janeiro perseguidos pelo governo Cabral: veja como doar e ajudar o movimento



O Sepe está apoiando a campanha contra a criminalização do movimento pela reintegração dos bombeiros exoneradospelo governo do estado por participação na mobilização da categoria na luta por reajuste salarial e melhores condições detrabalho. Aqueles que desejarem ajudar na organização do movimento dos bombeiros podem fazer um depósito emdinheiro (qualquer quantia) nas seguintes contas:


BANCO BRADESCO AGÊNCIA 6746 CONTA CORRENTE 0550019-2

BANCO ITAU AGÊNCIA 4550 CONTA POUPANÇA 05525-7/500.


Outras formas de auxílio  ao movimento são as seguintes:




Para comprar uma camiseta do movimento SOS Bombeiros, encaminhe email com dados (nome, tamanho da camiseta econtato) para camisasos@hotmail.com. A venda das camisetas reverte INTEGRALMENTE em recursos para o movimento. O valor da camiseta ou boné é R$ 15.


VEJA COMO VOCÊ PODE AJUDAR O MOVIMENTO DOS BOMBEIROS:


- Diga a seus amigos e familiares que você está do nosso lado


- Use uma fita vermelha nos carros e janelas de casa


- Vista-se com roupas vermelhas ou use uma fita simbolizando seu apoio e solidariedade


- Divulgue nas mídias sociais (facebook, twitter, orkut, email, etc) e use nosso símbolo no seu perfil


- Acesse nosso perfil oficial no Twitter @BombeiroSOS_OF


- Acesse e divulgue nosso vídeos no YouTube


- Comente as matérias e enquetes que saem na mídia e na internet

Maiores informações podem ser obtidas no site do SOS Bombeiros: http://www.sosguardavidas.com/

Carta de Colégio Estadual critica reportagem do Globo que responsabiliza escolas pelo fracasso da política educacional no Rio de Janeiro



Em carta aberta enviada para o Sepe, os profissionais do Colégio Estadual Professor Augusto Motta dão uma resposta contundente à matéria publicada no Jornal O Globo, edição de 28 de maio, intitulada "O fracasso do ensino público na calada da noite", que apontou somente aspectos negativos sobre a realidade da educação pública, sem ouvir os profissionais da unidade e se baseando apenas em estatísticas e dados, que não oferecem uma visão completa dos problemas por que passam as escolas no seu cotidiano.A matéria também citou outras escolas de ensino supletivo,apontando os mesmos problemas de reprovação de alunos, como se a culpa fosse dos profissionais que nelas trabalham.Problemas estes causados pelo descaso dos governos, tanto estadual como municipal e por políticas pedagógicasque privilegiam as estatísticas em detrimento da valorização e  dos investimentos no setor. Veja o texto abaixo:


CARTA ABERTA À POPULAÇÃO: O FRACASSO DO ENSINO PÚBLICO NA CALADA DA NOITE, NO AMANHECER E NO ENTARDECER

Num momento em que se fala e prioriza a qualidade na educação, nos deparamos com uma visão distorcida de pessoas que, talvez, tenham apenas frequentado a escola por trás da mesa, sentado em uma cadeira. Essas pessoas ditam uma realidade que não chega nem perto da real situação. Durante muitos anos frequentamos a escola e sempre falaram que ela tem que ser vista como a continuação da casa do aluno.

Hoje, diante da reportagem que lemos no Jornal O Globo, do dia 28/05/2012, vemos que a escola não é mais a casa do aluno. Ela transformou-se na imagem e representação de números. Números de aprovação, números de evasão, números para verbas.

A melhor escola é a que mais aprova. E, afinal, não sabíamos que o estado, tanto como o município, defende a aprovação automática. Interessante é que nunca recebemos a visita de um repórter para saber que condições os funcionários têm de trabalho, de localização da escola, de clientela e até mesmo da tão discutida questão salarial. Um jornal que se diz democrático mostrou-nos que, na realidade, ele é politizado, pois dá apoio a um governo autoritário e déspota. Queríamos saber também o porquê da reportagem não citar os depoimentos positivos de alunos e professores sobre projetos e eventos da escola. A única profissional ouvida é professora contratada, que começou este ano na escola e não tem conhecimento de nada que foi realizado nesta unidade escolar.

Gostaríamos de expressar nossa indignação diante da atitude antiética do senhor Alan Figueiredo Marques, diretor administrativo da regional Metropolitana III, que se diz educador, mas não teve a capacidade de se dirigir ao corpo docente da escola, apurando, corretamente, as práticas pedagógicas. O mesmo dirigiu-se apenas ao corpo discente, com perguntas capciosas. Num governo que proclama a Educação de Qualidade como base de tudo, fica a pergunta: que qualidade é essa?


Rio de Janeiro, 29/05/2012.


COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR AUGUSTO MOTTA

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