terça-feira, 28 de novembro de 2017
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
sábado, 25 de novembro de 2017
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
FORA RACISMO DA EDUCAÇÃO!
FORA
RACISMO DA EDUCAÇÃO!
O 20 de novembro é o dia da
Consciência Negra, data de resistência e luta da população negra no Brasil.
Este dia foi escolhido pelo Movimento
Negro por representar a data da morte de Zumbi dos Palmares que dedicou sua
vida na luta contra a escravidão.
E exatamente neste dia que
tem uma simbologia, o Secretário de
Educação da Rede Municipal do Rio de Janeiro fez uma postagem em seu Facebook
que demonstra toda a sua raiva ao Dia Nacional da Consciência Negra.
Nesta nota nas redes sociais
fala que: “Detesta a racialização do Brasil” e “a Idiotice racial prospera”,
mostrando explicitamente um discurso
racista e contaminado pelo mito da democracia racial que cumpre o papel
de invisibilisar ou negar o racismo, e a suposta inferioridade justificando as migalhas oferecidas pelo sistema capitalista.
O racismo ideológico
“justifica” o tráfico negreiro e os atos brutais para possibilitar o acúmulo de
capital através da exploração da mão de obra barata mantendo os privilégios e
regalias da classe dominante que é a branca.
O desequilíbrio do
Secretário foi estimulado porque uma atriz negra fala do racismo que seu filho
recebe no cotidiano, apesar de pertencer a uma parcela quase inexistente de
negros com situação privilegiada no Brasil. Para descaracterizar as denúncias
feitas pela atriz, afirma que ela e seu filho são “lindos e cheirosos”. Vale
salientar que os adjetivos usados para
se referir a atriz e seu filho é mais
outra demonstração de deboche, pois o racismo sempre cita que o negro é feio e fedorento. Ou
seja, se eles não são isso, não haveria possibilidade de sofrer este
preconceito.
O Brasil vive a teoria do embranquecimento
e o mito da democracia racial que serve para dividir a classe, baseada na tonalidade da pele. Ser branco é sinal de
superioridade e a pele escura implica em ser mais discriminado e excluído. Essa
ideologia está a serviço da dominação e da farsa que existe oportunidades
entres os indivíduos de todas as raças. Em sua declaração quando afirma em seu
cárcere em Bangu que como branco era minoria no meio dos negros, tenta
manipular o conceito de raça e classe.
O Secretário da cidade
carioca é um admirador de Gilberto Freyre, segue a mesma lógica quando este defendeu
que os mestiços, por terem crescido nas sombras da Casa Grande, desde sempre se
beneficiaram da posição social de seus senhores. Isso não é novidade pois o
projeto apresentado pelo Secretário de educação no início de sua gestão tem como um dos nomes como inspiração Gilberto
Freyre.
Exaltar este escritor que é
autor de “Casa Grande e Senzala - 1933” na qual compara: “que a mulher branca é
para casar, mulata para o sexo, negra para trabalhar, é exaltar a dita
miscigenação onde as mulheres negras escravas eram estupradas pelos senhores ou
para iniciar sexualmente seus filhos. É o que existe de pior exemplo de
machismo e racismo.
Temos uma herança
deixada por mais de 380 anos de escravidão e pela diáspora africana que
não podemos esquecer e que está marcada no sofrimento. Somos descendentes de
seres humanos escravizados, que reafirma sua resistência de raça e classe
contra as mortes violentas de jovens e negros com baixa escolaridade.
Quando o atual secretário de
educação afirma com palavras de baixo calão “F... as raças” ele reforça os 71% de assassinatos da população negra, os 12 minutos
que um jovem negro é morto, os 75% da
população carcerária brasileira sendo negra, que um jovem negro tem cinco vezes
chance de ser analfabeto que um jovem branco, que as crianças negras cariocas
não terão atendimento médico adequado porque a prefeitura da qual ele faz parte
está fechando clínicas da família porque está sem
medicamentos e profissionais da saúde estão com problemas no salário.
Através desta declaração
percebemos o porquê que a lei 10.639/2003 não é implementada de fato na rede. Seu surgimento há 14 anos teve como finalidade
trabalhar na educação básica a história da África e cultura afro brasileira tendo como objetivo trazer
para o chão escola o combate permanente contra o racismo resgatando a
verdadeira história do povo negro.
Infelizmente, hoje o Rio de
Janeiro demonstra que não tem nenhuma política pública de combate contra o
racismo.
Por isso, repudiamos
veementemente a declaração do Secretário de Educação do Município do Rio de
Janeiro. Não admitimos o racismo na educação pública! Não mediremos forças para
combater qualquer tipo de preconceito!
A
NOSSA LUTA É TODO DIA !
CONTRA
O MACHISMO, RACISMO E LGBTFOBIA!
FORA
RACISMO DA EDUCAÇÃO!
Sobre as consultas às comunidades escolares para escolha das direções de EDI’s, creches e escolas da Rede Municipal
Hoje começam as consultas às comunidades escolares para escolha das direções de EDI’s, creches e escolas da Rede Municipal. Todo o processo deve sempre ser um período privilegiado para o debate sobre nossa concepção de educação, de democracia. É necessária sua transparência e o respeito à vontade da comunidade escolar. Não podemos concordar com práticas que impeçam estes dois pontos.
Num momento em que os governos aprofundam seus ataques, é fundamental termos direções que estão na luta pela defesa dos direitos, pela escola pública, gratuita, laica e socialmente referenciada.
Defendemos que funcionárias e funcionários também possam concorrer, porque somos todas e todos profissionais de educação. Por isso, também é importante ressaltar que exercer cargo de chefia não é permissão para gritar, expor, humilhar, desviar de função. Não somos culpadas e culpados pelo conceito I. O governo é que não investe em educação. Quando falta água é impossível garantir dia letivo de qualidade, não podemos submeter crianças a ficar sem beber água ou garantir sua higiene básica. Da mesma forma, quando há conflito armado, todos correm risco. Ninguém pode ser obrigado a trabalhar sob tiros. Não podemos submeter estudantes a risco de morte. Abrir a UE não significa ajudar os alunos. Lutar contra os ataques sim.
Sepe/Regional IV.
domingo, 19 de novembro de 2017
MÊS DE NOVEMBRO: MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA E DO COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA À MULHER!
MÊS DE NOVEMBRO, MÊS DE LUTA!
20 DE NOVEMBRO – DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
25 DE NOVEMBRO – DIA DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA À MULHER
CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO E
CONTRA O FEMINICÍDIO
No dia a dia as mulheres
trabalhadoras vem sofrendo cada vez mais com a violência. Os números de estupros,
feminicídio e agressões cresceu e o Estado é negligente. Com a crise econômica
os cortes orçamentários para o combate a violência contra à mulher é praticamente
inexistente!
Atualmente, 60% das mulheres
assassinadas no Brasil são mulheres negras. A mulher negra carrega dois tipos
de opressões: o machismo e o racismo. Esses elementos também fazem as mulheres
negras sofrerem mais com a violência
obstétrica, policial, abortos clandestinos e estupros.
Os confrontos armados faz a
lágrima escorrer na face da mulher negra
quando seu filho é assassinado . O direito de ser mãe também é negado quando faltam vagas em hospitais públicos para seus filhos nascerem, quando não
conseguem atendimento pediátrico para seus filhos, sofrem com a ausência de vagas nas creches e
quando são ainda criminalizadas quando realizam o aborto. Nada
se diferencia dos tempos da escravidão!
Quanto as LBts negras são totalmente invisibilizadas e
isto se torna evidente quando não existem dados oficiais referente a violência
que sofrem. A expectativa de vida das
trans é de 37 anos e o Brasil é o campeão em assassinatos LGBT’s com requintes
de crueldade no mundo.
Com a crise, a falta de
investimentos piorou. Se antes cada mulher valia 26 centavos em investimentos
do governo para o combate contra a violência à mulher, imaginem o que antes
investiam para o combate a LGBTfobia? Praticamente nada!!!
Ainda dificultaram a vida das
mulheres LBTs quando veta o kit anti homofobia nas escolas e arquiva a
PEC 122, que criminaliza a LGBTfobia.
É
inadmissível que o Estado não entenda que o machismo e a Lgbtfobia andam de
braços dados. Temer hoje, ainda piora
situação quando corta 60% dos investimentos para o orçamento de
políticas públicas para as mulheres.
A Reforma Trabalhista, que foi
aprovada a pouco tempo, possibilita o aumento das jornadas de trabalho de 8
para 12 horas, massacrando as mulheres negras que acumulam empregos fora de
casa, o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos. Isto permite que as
gestantes trabalhem em locais insalubres, colocando suas vidas e a de seus
bebês em risco, as mulheres negras que ocupam a maior parte dos postos de
trabalho precarizados, terceirizados e temporários serão as mais afetadas.
Agora, Temer e sua corja estão
arquitetando como aprovar ainda esse ano a Reforma da Previdência, que visa
aumentar o tempo de trabalho dxs trabalhadorxs. É preciso entender que os ricos
e poderosos criam a nova face da escravidão para poder manter seus privilégios.
Desta forma, é através do sangue e da morte de cada um dxs trabalhadorxs que
eles constroem a sua riqueza.
Para se reverter todas as perdas de direitos é importante que a classe trabalhadora se organize e que lute!
A luta direta dxs
trabalhadorxs é a única forma de combater os exploradores!
Nenhuma a menos. Basta de violência e feminicídio!
Não a cultura do estupro e a negligência do Estado!
Criminalização da LGBTfobia já! Nenhum direito a menos!
Greve geral para derrotar a reforma trabalhista e da
previdência!
Fora Temer e os corruptos e opressores do congresso!
É PRECISO IR PARA AS RUAS LUTAR
CONTRA A PEC 181!
PUNIR O ESTUPRADOR, NÃO A MULHER!
As
mulheres retornaram as ruas para protestar e mostrar a sua indignação contra a
PEC181. Para trazer cada vez mais trabalhadorxs para lutar contra esta PEC é necessário
entender o que ela respresenta!
1)
O que é a PEC 181?
As
mulheres desde 1940 tem o direito de interromper a gravidez quando são
estupradas ou quando colocam sua vida em risco. Entretanto, a PEC 181 quer
proibir o direito da mulher interromper a gravidez em casos de estupro ou risco
de morte para a mãe.
2)
E como surgiu a PEC 181?
A
princípio, esse projeto era para garantir o aumento da licença-maternidade em
casos de parto prematuros, mas acabou se tornando mais uma forma de
criminalizar e atacar as mulheres por conta da pratica do aborto.
3)
O congresso que apoia o presidente Michel Temer cortou 60% da
verba de políticas para as mulheres. O que resulta nas vidas das mulheres
trabalhadoras estes cortes?
A
diminuição ainda maior de construção de creches, serviços de saúde, moradia e
combate à violência contra a mulher.
4)
E por que este governo cortou investimentos?
Para as
negociatas de corrupção, que livrou e ainda livrará Temer e outros políticos da
cadeia.
5)
E quem está pagando para que se mantenha toda esta corrupção no
congresso?
As mulheres
pobres e trabalhadoras através da condição de maior opressão e violência. O
congresso fecha os olhos para o tamanho do problema de saúde pública que vitimiza
cada vez mais milhares de mulheres, sendo a 4ª causa de mortalidade materna.
6)
Como podemos lutar contra a PEC 181?
Indo para
as ruas protestar e cobrar do congresso a retirada desta PEC!
Não podemos permitir que esse congresso sujo retire
ainda mais os nossos direitos. É importante enfatizar que mesmo sendo proibido, o
aborto é praticado em diversas clínicas clandestinas que cobram fortunas e que
possibilitam as mulheres ricas um atendimento de qualidade e sem julgamento ou
criminalização.
Por isso, mais do que
nunca é necessário a unidade da classe trabalhadora, na construção de uma nova
greve geral, que derrote a PEC 181 e as reformas de Temer, assim como exija o
combate prioritário do genocídio negro e da violência machista.
É necessário que os debaixo derrube os de cima e assim avançarmos para acabar
com o machismo, com o racismo, com a LGBTfobia e com a exploração de todos os
trabalhadorxs.
Não a PEC 181!
Licença maternidade sim, criminalização do aborto não!
Educação sexual e contraceptivos para prevenir. Aborto legal e
seguro para não morrer!
Investimentos para o combate a violência contra a mulher!
Pelo fim do genocídio do povo negro, machismo e lgbtfobia!
Greve geral para defender nossos direitos!
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
terça-feira, 14 de novembro de 2017
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