sábado, 23 de julho de 2011

Quase 90% apoiam greve em pesqusa feita pelo jornal O Globo.

VEJA O RESULTADO DE HOJE, SÁBADO DIA 23/07.

 

Para votar, acesse a página da Educação do site e procure a pesquisa, que está no link Educação (http://oglobo.globo.com/educacao/).

Esclarecimentos sobre o desconto nos contracheques do estado

Pela internet, os profissionais de educação do estado tiveram acesso aos contracheques de julho e confirmaram que houve o desconto dos dias de greve na rede. Em muitos casos, os contracheques estão zerados. No jornal O Dia deste sábado, na Coluna do Servidor, a própria Seeduc informa que a folha “fechou antes de sair a decisão judicial” que impede o cortedecisão esta ganha pelo Sepe, no dia 7 de julho. Segundo o jornal, a Seeduc informa que o erro será corrido a tempo de “todos os servidores (receberem o salário) normalmente no próximo dia 2 de agosto”.  Ou seja, a Secretaria afirmou à imprensa que não haverá o corte.

De qualquer maneira, esclarecemos à categoria que qualquer desconto é totalmente irregular, pois descumpre a liminar ganha pelo sindicato naVara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado. Esta liminar impede que o governo promova cortes no ponto dos profissionais de educação que estão fazendo a greve na rede estadual desde o dia 7 de junho.

A decisão foi proferida no processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001, de autoria do juiz Plínio Pinto Coelho Filho, a favor dos profissionais de educação e, além de impedir os descontos dos dias parados, determina que seja efetuada a devolução, em folha suplementar, dos valores que porventura tenham sido indevidamente descontados da categoria.

A direção do sindicato informa que irá, no início da semana que vem, à Seeduc para esclarecer de vez o problema.


A seguir, leia um resumo da sentença da Justiça que deferiu a liminar do Sepe:


“Assim sendo pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como presentes os requisitos essenciais à sua concessão, DEFIRO A TUTELA ANTECIPADA vindicada exordialmente pela parte Autora (Sepe), para determinar a parte RÉ (Governo do Estado) de se obstar a efetivar o desconto dos vencimentos dos servidores, a título de “falta”, pelos dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve (...) Os valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação. Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e cite-se o mesmo com as observações legais(...)"

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cartão Cultura: SEEDUC informou o Sepe que problema nos cartões seria resolvido ainda hoje

A direção do Sepe se reuniu com o subsecretário de Gestão de Pessoas da SEEDUC, Luiz Carlos Becker, para tratar dos problemas verificados nas últimas horas com o Cartão Cultura, distribuído para os profissionais das escolas estaduais a partir de meados de junho. Sobre os problemas denunciados por profissionais que não conseguem retirar os cartões nas agências do Itau, Becker disse que os cerca de dois mil profissionais que se encontram nesta situação terão uma solução para o problema ainda nesta sexta-feira. A respeito dos cartões que estão com o saldo zerado, mesmo sem ter sido utilizados, o subsecretário também disse que o problema seria solucionado até a noite de hoje (dia 22/7). O Sepe solicitou mais agilidade para a resolução dos problemas com os cartões, já que o sindicato tem recebido inúmeros telefonemas e emails de profissionais que não estão conseguindo retirar os seus cartões nos bancos ou não estão conseguindo efetuar suas compras por causa da falta de saldo nos mesmos.

Rede Estadual vai enterrar os contracheques na Praia do Leblon no domingo (dia 24)

No próximo domingo, o Sepe convoca os profissionais da rede estadual para participarem do ato de protesto contra os baixos salários, que será realizado na Praia do Leblon, na altura do Jardim de Alá, a partir das 9h. No ato, a categoria vai denunciar os salários baixos pagos pelo governo do Estado, enterrando contracheques nas areias da praia. O Sepe recomenda que os profissionais se vistam de preto (usado as camisetas da greve na rede estadual).

Cartão Cultura de Risolia e Cabral está bloqueado


O Sepe está recebendo uma série de denúncias, via emails e telefone, de profissionais da rede estadual que não estão conseguindo realizar suas compras com o cartão cultura. Segundo estes profissionais, o saldo dos cartões - que ainda não tinham sido usados ou tinham sido usados parcialmente - está zerado desde ontem. Ciente do problema, o Sepe entrou em contato com a SEEDUC e , os assesores do secretário disseram que o problema era com o banco Itau. Entramos em contato com o banco e eles disseram que o problema era com a SEEDUCOu seja, mais uma vez, o governo estadual mostra todo o seu descaso para com os profissionais da rede estadual e, depois de fazer um grande alarde com o lançamento do cartão, agora o cartão foi bloqueado sem qualquer aviso prévio ou explicação do porquê o mesmo se encontra bloqueado.

O sindicato já enviou uma nota para a imprensa denunciando o fato e vai continuar pressionando a SEEDUC para que o problema seja resolvido no mais breve tempo possível.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Moção de solidariedade da Aduff

Nós, Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense - ADUFF - Seção Sindical do ANDES-SNsomos solidários com a luta destes trabalhadoresSua luta é em defesa da educação estadual no Rio de Janeiro.  Por isso exigimos que este governo atenda imediatamente todas as reivindicações, faça concurso público para o quadro de professores, funcionários e aumente os investimentos na educaçãoNão é possível que no Rio tenha dinheiro para empreiteiro e não tenha para a educação pública.

Diretoria da ADUFF-SSind

Falência da meritocracia: bônus para professores foi cancelado em Nova Iorque

Uma das fontes inspiração para diversos governos estaduais e municipais, entre os quais os do estado e do município do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, respectivamente, o modelo meritocrático americano a cada dia afunda mais. Matéria publicada pela Folha de São Paulo desta quarta (dia 20 de julho) registrou o anúncio do cancelamento do bônus por desempenho concedido para os professores das escolas em Nova Iorque. Segundo a reportagem, assinada por Fábio Takahashi, os americanos desistiram da concessão do bonus por mérito depois de um estudo mostrar que as escolas participantes do programa não tiveram desempenho melhor do que as que ficaram de fora dele. Os dados utilizados para o estudo foram coletados a partir do início do projeto (em 2007/2008) .O modelo que está sendo colocado em questão é o que serve de matriz para a rede estadual do Rio: metas estabelecidas por escola, com peso para o desempenho dos alunos nas avaliações, com premiação para os profissionais das unidades que alcançam as metas estabelecidas.

No ano passado, uma das mentoras da meritocracia e ex-secretária adjunta de educação dos EUA, Diane Ravitch, havia publicado um livro, em que reconhecia a falência do sistema que ela ajudou a desenvolver. O Sepe deu ampla divulgação para as declarações de Ravitch, a partir de uma entrevista concedida por ela para o Jornal Estado de São Paulo. A Regional 3 do sindicato chegou a fazer uma entrevista com a professora através da internet, na qual ela confirma que reviu sua posição a respeito da meritocracia, depois da constatação que o sistema de avaliações não representou qualquer avanço no desenvolvimento pedagógico dos alunos, muito pelo contrário.

Ouvido pela Folha de São Paulo, o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, disse que, antes de implementar a política, a pasta revisou estudos para verificar erros e acertos. "Esse de Nova York diz que muitos professores não entenderam como o bônus é distribuído. Nós fizemos decreto, resolução e cartilha explicando." O problema é que Risolia não explica o que os profissionais nas escolas sabem muito tempo: o sistema meritocrático e produtivista que, ao longo das últimas duas décadas, vem sendo implantado nas escolas públicas do Rio de Janeiro não resolve o problema da rede estadual: baixos salários e falta de disposição dos sucessivos governos do estado de investir realmente na educação pública de qualidade. O extinto Programa Nova Escola nada mais foi do que um exemplo de como tal sistema é prejudicial para educadores e alunos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Novo vídeo do Acampamento do Sepe na Seeduc (20 07 2011)

Resposta do Sepe ao Jornal O Dia (20 07 2011)

Na edicão de hoje (dia 20/7) do Jornal O Dia, no Coluna intitulada "Estação Carioca", que teve por título a seguinte frase: "O fim dos professores", o articulista Fernando Molica faz uma crítica aos governantes e, também, aos  sindicatos que representam os profissionais de educação, afirmando que eles "parece que fizeram uma espécie de pacto com o inconfessável objetivo de acbaar com os professores" (sic). Seguindo uma linha de pensamento que coloca o grave problema da falta de professores em matérias como Física, Química e Matemática nas escolas como decorrente da expansão da rede pública - o que é um erro, que a rede estadual tem diminuído de tamanho desde o final da década de 90 (de cerca de 1,5 milhão de matrículas anuais para as atuais 1,2 milhão de matriculas) - ele começa criticando os governos "que se lixaram para o ensino público" e que este descaso teria se refletido no aviltamento dos salários do magistério.

Depois, o articulista se volta contra os sindicatos, criticando a insistência "na rotina de greves e se fecham na lógica corporativa" (sic). Também diz que as entidades correm de "propostas de avaliação assim como secretários de Fazenda ou de Planjamento fogem de percentuais mais razo´veis de reajuste" (sic).

O propósito de tal artigo não é outro senão o de fazer um comentário,primeiramente, sobre o panorama nacional, onde diversas redes públicas de ensino se encontram mobilizadas e lutando por reajustes salarias, salários mais dignos e valorização do setor educacional. Por conta desta mobilização, temos diversas redes nos principais estados do país que estão realizando ou realizaram greves recentemente. Em segundo lugar e particularmente, fazer uma crítica à rede estadual do Rio de Janeiro, que se encontra paralisada mais de um mês, numa das maiores mobilizações da categoria dos últimos anos, depois de anos tentando fazer com que o governador Sérgio Cabral cumprisse as suas promessas da campanha eleitoral retrasada (2006!) de valorizar a educação. Isto mostra a força da nossa mobilização, que o governo estadual tenta de todas as maneiras mascarar com a divulgação de dados falsos sobre o índice de paralisação das escolas e outras medidas de contra-informação para tentar abalar a força da greve da rede estadual. A imprensa acaba seguindo a lógica do governo e reproduz o discurso deste contra o direito à greve da categoria e em defesa da meritocracia.

Desde o dia 15 de julho, a mídia tem feito denúncias acusando o Sepe de ter incitado os alunos das escolas estaduais a promoverem um boicote do Saerjinho, avaliação que integra o Plano de Metas do secretário Risolia, qu tem como um dos seus principais eixos a meritocracia e a lógica produtivista na educação estadual. O Sepe reafirma não ser contra qualquer avaliaçãoo diagnóstica que tenha por objetivo identificar problemas no processo ensino aprendizagem para melhorar a qualidade da educação. Somos contra, sim, a utlização de avaliações externas, como o Saerj, utilizadas para "premiar ou punir" professores e funcionários de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável.

O problema é que o Saerjinho é uma valiação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com aprodutividade de cada escola. O governo do estado, ao implementar este sistema de metas, parece ignorar que tal sistema deu errado em vários lugares, como Chile, EUA, Sâo Paulo, por exemplo. E deu errado aqui no Rio também com o Programa Nova Escola, que foi um tremendo fracasso.

Não boicotamos o Saerj para impedir um diagnóstico, pois nós profissionais de educação fazemos isso o tempo todo. Boicotamos o Saerj porque podemos aceitar que a educação pública seja encarada como uma mercadoria vendida a preços diferetnes dependendo das condições do "negócio". Educação de qualidade é direito de todos e dever do Estado.

Propostas aprovadas na Assembléia da rede municipal do Rio

1) Eixo principal: Contra a reforma da previdência, e os projetos que acabam com a autonomia pedagógica e privatizam a educação;

2) Demais eixos: valorização salarial, plano de carreira unificado, concurso público para professores e funcionários, convocação imediata dos concursados, garantia das eleições para direções das escolas e creches;

3) Panfletagens à população pelas regionais;

4) Encontro de representantes no dia 27 de agosto, às 9h;

5) Campanha de eleição de representantes de escolas e creches;

6) Reunião do comando de mobilização, coordenação da capital e direções de regionais dia 20 de julho, às 18h no Sepe;

7) Abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência;

8) Panfletagem no Seminário de Educação Infantil, dias 18, 19, 20 e 21 de julho ( Pólo I- estácio do Centro, Pólo II- estácio de Madureira, Pólo III- Simonsen de Padre Miguel);

9) Twittaço contra a Reforma da Previdência e os projetos que acabam com a autonomia pedagógica e privatizam a escola pública;

10) Conselho deliberativo da rede municipal dia 3 de agosto, 18h;

11) Assembléia da Rede Municipal dia 13 de agosto, após o Seminário da Previdência. Local: ACM (Rua da Lapa 86 - Salão do Térreo)

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