EM RESENDE, “SIGILO” É IGNORADO E ALUNOS SÃO SUSPENSOS POR SE NEGAREM A FAZER A PROVA DO SAERJINHO
Estudantes do
Ensino Médio foram suspensos das aulas por até 5
dias por se
negarem a fazer as provas do Saerjinho. A diretora do colégio puniu com suspensão 6 estudantes, alegando que
foram “indiscipliandos e debochados“, pois rasuraram o cartão de respostas, escrevendo a palavra “lixo”. Os Profissionais da Educação e estudantes desse colégio tiveram um papel fundamental para o sucesso ao boicote no bimestre anterior e
por isso sofreram maior pressão da Coordenação do Pólo Regional. Para evitar novo êxito do Boicote, a Coordenação do Pólo entregou um Kit com vários materiais da SEEDUC (inclusive com um mapa que excluiu parte do território do Estado do Rio de Janeiro, Engenhiero passos, distrito de Resende) e realizou reuniões com diretores do Sul Fluminense, que
por sua vez, reuniram os professores, estudantes e pais para o “convencimento” e adotar medidas conjuntas, tais como: arrancar e sumir com todos os materiais elaborados e distribuídos pelo
Sepe como cartazes, panfletos, cartilhas e adesivos para negar o direito ao debate e à reflexão, ameaçar tirar pontos dos estudantes que se recusassem a fazer as provas e premiar aqueles que fizeram, “dando
até 3 pontos” em todas as discilplinas.
Como a Secretaria de Educação afirma que essas provas são “diagnósticas, que não reprovam” quando decreta que a nota do Saerjinho servirá como uma
das notas para o 3º bimestre e não se posiciona em relação a esse “suborno” oferecido pelas escolas? Como A SEEDUC pode afirmar que essas provas são sigilosas e que para isso existe
até a figura de “fiscais” nas escolas, se o Saerjinho foi aplicado no dia anterior para uma escola e turmas de outras escolas
foram obrigadas a fazerem a prova no dia posterior
por não terem comparecido no dia 21 de setembro? Estabelecerem de cima para baixo um currículo rebaixado e os próprios estudantes dizem que as questões são “muito fáceis”. As provas
das turmas de Formação de Professores
foram exatamente iguais às do
Ensino Médio.
Cabral, tenta dar uma resposta para o fato vergonhoso do Estado do Rio de Janeiro ter ficado em penúltimo lugar no IDEB e para isso está utilizando do autoritaritarismo para impor as mesmas medidas que já fracassaram no Estado de São Paulo ou nos Estados Unidos,
por exemplo. Não
por terem sido mal gerenciadas, mas
por que eram medidas apenas para camuflar a realidade e desviar o foco
das questões essenciais. O governo precisa de uma avaliação externa para “diagnosticar” os problemas da educação estadual que há anos já estáo claros
até para o mais desavisado nessa questão? Será que será necessário aguardar 10 ou quinze anos para se chegar a mesma conclusão? Quem irá ser responsabilizado
por mais atraso e prejuízos na Educação? Não somos irresponsáveis e não fazemos parte dessa grande farsa montada no Estado do Rio de Janeiro para que índices sejam elevados de forma arranjada e sirvam de justificativa para expansão do processo de privatização da Escola Pública.
Apesar de toda intimidação e coação, muitos professores fizeram a paralisação e estudantes aderiram ao Boicote não comparecendo às escolas, rasurando ou deixando as provas “em branco”.
A direção do
Sepe Resende está tomando medidas para que os direitos dos estudantes que aderiram ao boicote ao Saerjinho sejam respeitados.