quarta-feira, 14 de março de 2012

Laudo da Defesa Civil Municipal que liberou a EM Frei Gaspar foi emitido por engenheiro que liberou brinquedos com problemas de manutenção no Parque Terra Encantada em 2010

A Escola Municipal Frei Gaspar (Vargem Grande), que estava interditada desde o dia 16 de fevereiro por causa de risco de desabamento, voltou a funcionar sem que a prefeitura tenha realizado qualquer obra na sua infra-estrutura. A escola foi reaberta na última segunda-feira (dia 12/3) e a única intervenção do governo municipal foi colocar andaimes com escoramento na laje do primeiro piso. O Sepe apurou que o laudo emitido pela Defesa Civil Municipal para a liberação do prédio é de autoria de um engenheiro envolvido com denúncias sobre a liberação de brinquedos no Parque Terra Encantada em 2010, onde uma idosa de 61 anos morreu ao cair da roda gigante. Segundo noticia veiculada pelo site G1, na época, o engenheiro Luis André Moreira Alves, que recebeu uma denúncia de um ex-funcionário do parque, apontando falhas na manutenção dos brinquedos, confirmou ter recebido o documento  e que a Defesa Civil realizou " uma vistoria visual" no parque, mas não constatou irregularidades aparentes. Agora, no caso da EM Frei Gaspar, o mesmo técnico foi o responsável pelo laudo que liberou o prédio da escola para o funcionamento.

O documento da Defesa Civil, repassado para a comunidade esscolar pela prefeitura no dia 8 de março em reunião na escola, é apresentado como uma " vistoria restrita a uma análise técnica visual" e nele, o técnico reconhece que não foi feita nanhuma análise mais profudna ou tecnológica sobre as reais condições esruturais do prédio da escola que apresenta rachaduras em vigas e colunas e descolamento de pastilhas na fachada, além de empeno em esquadrias das janelas e portas. "Para piorar, o laudo não afirma que não há riscos para o prédio, mas diz que (...) "o quadro verificado não configura em indícios de risco iminente de desabamento, devendo, entetanto, serem realizados serviços de recuperação" (...)

Para o Sepe, se hoiuvesse um laudo conclusivoi, os técnicos teriam orientado a retirada dos escoramentos do prédio. Além do mais, se existe necessidade de obras no local, por que então foi ordenada a volta do funcionamento normal da unidade?

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