"O educador educa a dor da falta, cognitiva e afetiva, para a construção do prazer. É da falta que nasce o desejo. Educa a aflição da tensão da angústia de desejar. Educa a fome de desejo. Um dos sintomas de estar vivo é a nossa capacidade de desejar e de nos apaixonar, amar e odiar, destruir e construir. Somos movidos pelo desejo de crescer, de aprender, e nós, educadores, também de ensinar. Instrumental importante na vida do ensinar do educador é o ver (observação), o escutar e o falar. Assim como, para estar vivo, não basta o coração batendo, para ver não basta estar de olhos abertos. Observar, olhar o outro e a si próprio, significa estar atento, buscando o significado do desejo, acompanhar o ritmo do outro buscando sintonia com este. A observação faz parte da aprendizagem do olhar, que é uma ação altamente movimentada e reflexiva. Ver é buscar, tentar compreender, ler desejos. Através do seu olhar, o educador também lança seus desejos para o outro. Para escutar, não basta, também, só ter ouvidos. Escutar envolve receber o ponto de vista do outro (diferente ou similar ao nosso), abrir-se para o entendimento de sua hipótese, identificar-se com sua hipótese, para a compreensão de seu desejo. Para falar, não basta ter boca, é necessário ter um desejo para comunicar, pois todo desejo pede, busca comunicação com o outro. Também, "todo o desejo é o desejo do outro". É o outro que me impele a desejar… É na fala do educador, no ensinar (intervir, devolver, encaminhar), expressão do seu desejo, casado com o desejo que foi lido, compreendido pelo educando, que ele tece o seu ensinar. Ensinar e aprender são movidos pelo desejo e pela paixão."
(Madalena Freire, no livro A paixão de Aprender)
"O educador democrático não pode negar-se ao dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão."
(Paulo Freire)
Através das citações acima, prestamos uma pequena homenagem pelo Dia dos Professores a todos estes nobres profissionais que ajudam a construir, com muita luta, uma sociedade mais crítica e justa!
Marcia Garrido (Coord.Geral - Reg.IV)
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Educar é humanizar
Oficializada pelo presidente João Goulart, em 1963, a data de hoje, dia dos Mestres, foi inspirada no 15 de outubro de 1827, quando D. Pedro I decretou que todas as vilas e cidades do Brasil criassem escolas primárias.
Essas escolas só ganharam vida com a ação de nossos professores, que têm empenhado suas vidas na educação de nossas crianças, jovens e adultos. Nessa data, que é também o dia de Santa Teresa D'Avila, mestra da espiritualidade, devemos refletir qual o significado do ofício de nossos educadores.
Riobaldo, o jagunço-filósofo do Guimarães Rosa, costumava dar, sem saber, lições ao pé das lamparinas ou à sombra das árvores retorcidas do cerrado do grande sertão. Ensinava que "buriti quer o azul do céu mas não se aparta de sua água, carece de espelho: mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende".
Nas veredas da minha vida docente aprendi mais que ensinei. Um desses aprendizados veio a partir de uma jovem aluna da disciplina de Prática do Ensino de História, que ministrei na UFRJ. Eu pontificava, talvez com certa soberba, do "alto da experiência" de duas décadas na rede pública municipal, sobre a necessidade de o professor ter o raciocínio rápido e se mostrar dotado da agilidade mental que devia estimular no alunado, quando ela me interrompeu:
- Está certo, professor. Então diga pra gente, em dez afirmações, o que é educar!
Claro que a cobrança deu o rumo da prosa, isto é, do restante da aula. E gerou um debate muito rico. Ali, a dinâmica dialógica, substituindo o monólogo, provocou uma elaboração coletiva, isto é, produziu conhecimento. A "tempestade cerebral" revelou o interesse geral. Sem consultar nada além das informações acumuladas das leituras que ficaram - são as que prestam, na verdade - conseguimos criar algo que foi útil para todos, e nos melhorou como pessoas e como professoras (a maioria da turma era de mulheres e quase todas já lecionavam, ainda que sem licenciatura plena). Hannah Arendt, Paulo Freire, Rubem Alves, Darcy Ribeiro, Emilia Ferrero, Anísio Teixeira, Makarenko, Carlos Rodrigues Brandão e muitos outros - pedagogos, sociólogos, historiadores, antropólogos - foram sendo lembrados e nos ajudaram a compor esse decálogo, necessariamente sintético, que apresento aqui:
1. Educar é humanizar, é tornar o ser humano, que tem condição e não natureza pré-determinada, mais humano, racional e gregário;
2. Educar é descentrar, isto é, ajudar a superar o "pecado original" do egocentrismo, que está em toda criança, para encaminhá-la rumo à socialização;
3. Educar é ensinar a olhar para fora - leitura do mundo, reconhecimento do outro - e para dentro - auto-conhecimento;
4. Educar é fazer ler, escrever e contar para tornar o educando capaz de reflexão, narrativa e partilha;
5. Educar é facilitar a percepção de cada um e de todos como seres naturais e culturais, dotados de objetividade e subjetividade, quebrando a dissociação corpo/espírito;
6. Educar é ensinar a grande geografia, a percepção do nosso espaço vivido, e a imprescindível ecologia, pela qual nos compreendemos como parte da natureza, e não seus dominadores e exploradores;
7. Educar é despertar em cada um a consciência da história, que valoriza o passado que nos constituiu, o presente que nos explica e o futuro socialmente mais justo e igualitário a ser construído;
8. Educar é politizar, ou seja, estimular em cada aluno a consciência de classe e de cidadania, o espírito crítico e o ânimo participativo na civitas, na polis, na sociedade humana;
9. Educar é possibilitar o discernimento entre informação, em geral meramente publicitária e dispersa, moldada para forjar consumidores, e conhecimento, que vai fundo no entendimento do mundo, e forma pessoas;
10. Educar, enfim, é fazer artesanato, com a consciência de que a escola, por si só, não muda a sociedade, mas pode e deve transformar as pessoas, e essas, organizadas na cena pública, poderão revolucionar o mundo.
Agradeço a atenção,
Sala das Sessões, 15 de outubro de 2009.
Chico Alencar
Deputado Federal, PSOL/RJ
Essas escolas só ganharam vida com a ação de nossos professores, que têm empenhado suas vidas na educação de nossas crianças, jovens e adultos. Nessa data, que é também o dia de Santa Teresa D'Avila, mestra da espiritualidade, devemos refletir qual o significado do ofício de nossos educadores.
Riobaldo, o jagunço-filósofo do Guimarães Rosa, costumava dar, sem saber, lições ao pé das lamparinas ou à sombra das árvores retorcidas do cerrado do grande sertão. Ensinava que "buriti quer o azul do céu mas não se aparta de sua água, carece de espelho: mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende".
Nas veredas da minha vida docente aprendi mais que ensinei. Um desses aprendizados veio a partir de uma jovem aluna da disciplina de Prática do Ensino de História, que ministrei na UFRJ. Eu pontificava, talvez com certa soberba, do "alto da experiência" de duas décadas na rede pública municipal, sobre a necessidade de o professor ter o raciocínio rápido e se mostrar dotado da agilidade mental que devia estimular no alunado, quando ela me interrompeu:
- Está certo, professor. Então diga pra gente, em dez afirmações, o que é educar!
Claro que a cobrança deu o rumo da prosa, isto é, do restante da aula. E gerou um debate muito rico. Ali, a dinâmica dialógica, substituindo o monólogo, provocou uma elaboração coletiva, isto é, produziu conhecimento. A "tempestade cerebral" revelou o interesse geral. Sem consultar nada além das informações acumuladas das leituras que ficaram - são as que prestam, na verdade - conseguimos criar algo que foi útil para todos, e nos melhorou como pessoas e como professoras (a maioria da turma era de mulheres e quase todas já lecionavam, ainda que sem licenciatura plena). Hannah Arendt, Paulo Freire, Rubem Alves, Darcy Ribeiro, Emilia Ferrero, Anísio Teixeira, Makarenko, Carlos Rodrigues Brandão e muitos outros - pedagogos, sociólogos, historiadores, antropólogos - foram sendo lembrados e nos ajudaram a compor esse decálogo, necessariamente sintético, que apresento aqui:
1. Educar é humanizar, é tornar o ser humano, que tem condição e não natureza pré-determinada, mais humano, racional e gregário;
2. Educar é descentrar, isto é, ajudar a superar o "pecado original" do egocentrismo, que está em toda criança, para encaminhá-la rumo à socialização;
3. Educar é ensinar a olhar para fora - leitura do mundo, reconhecimento do outro - e para dentro - auto-conhecimento;
4. Educar é fazer ler, escrever e contar para tornar o educando capaz de reflexão, narrativa e partilha;
5. Educar é facilitar a percepção de cada um e de todos como seres naturais e culturais, dotados de objetividade e subjetividade, quebrando a dissociação corpo/espírito;
6. Educar é ensinar a grande geografia, a percepção do nosso espaço vivido, e a imprescindível ecologia, pela qual nos compreendemos como parte da natureza, e não seus dominadores e exploradores;
7. Educar é despertar em cada um a consciência da história, que valoriza o passado que nos constituiu, o presente que nos explica e o futuro socialmente mais justo e igualitário a ser construído;
8. Educar é politizar, ou seja, estimular em cada aluno a consciência de classe e de cidadania, o espírito crítico e o ânimo participativo na civitas, na polis, na sociedade humana;
9. Educar é possibilitar o discernimento entre informação, em geral meramente publicitária e dispersa, moldada para forjar consumidores, e conhecimento, que vai fundo no entendimento do mundo, e forma pessoas;
10. Educar, enfim, é fazer artesanato, com a consciência de que a escola, por si só, não muda a sociedade, mas pode e deve transformar as pessoas, e essas, organizadas na cena pública, poderão revolucionar o mundo.
Agradeço a atenção,
Sala das Sessões, 15 de outubro de 2009.
Chico Alencar
Deputado Federal, PSOL/RJ
PDE – De que planejamento falamos? De que desenvolvimento? De que educação?
Gelta Terezinha Ramos Xavier
Professora da Faculdade de Educação-UFF
A implementação do plano de desenvolvimento da educação nos sistemas de ensino municipais e estadual do Rio de Janeiro mobiliza os educadores na medida em que, de diversas maneiras, vêem-se envolvidos no cumprimento de metas e atividades determinadas a partir da assinatura das autoridades governamentais locais supondo compromisso de cumpri-lo.
São mais de quarenta programas organizados em torno dos eixos: educação básica, educação superior, educação profissional e alfabetização, impondo-se desde a lógica da quantificação do trabalho, do controle e da regulamentação, das arbitrariedades nas decisões, na insuficiência de respaldo político e teórico, como retrocesso de encaminhamentos e conquistas dos trabalhadores.
O esforço de compreender o PDE é observado nas críticas e medidas de resistência, parte das lutas de professores e estudantes. Exemplos dessas atitudes são muitos, considerando as divergências de concepções de educação, planejamento, avaliação, currículo, responsabilidade profissional. Desde a menção aos eixos é evidenciada a fragmentação do projeto apartando educação profissional e alfabetização, como se estes dependessem de terceirização e campanhas e relacionando-se ao momento fraternalmente ONG do MEC.
O debate sobre piso salarial, alardeado pelo futuro candidato à presidência da república Cristóvão Buarque, é outra clara distorção quando ignora no conjunto da categoria dos educadores os demais funcionários da escola, banaliza e rebaixa os valores dos salários, tendo em vista a garantia da reprodução e vida digna dos professores.
A avaliação, insistentemente apontada no texto do PDE, afasta-se muitíssimo da compreensão do processo de apreciar e estimar o valor do trabalho realizado. É afirmada a relação de controle e regulação, em função de dados numéricos para compor estatísticas e estimular a competição. Os procedimentos e resultados incluem ameaças, práticas espetaculosas e manipulações de comportamentos como parte de um projeto de uso da pobreza, para assim mantê-la. Envolvem-se estudantes e professores em olimpíadas e ranqueamentos, secundarizando conteúdos e processos formativos como exigências escolares e humanas. Como o Professor Francisco de Oliveira, ressaltamos que estas não são políticas públicas, mas medidas que focam e servem-se da pobreza.
As migalhas anunciadas como recursos e verbas impõem e ampliam formas de exploração do trabalho dos educadores. As formações inicial e continuada confundem-se e sobrepõem-se, esvaziando os projetos de cursos de nível médio e superior de conteúdos, reformulações, inovações, mudanças. Assim, se a formação continuada está prevista e se mistura à inicial, por que tantos anos nos bancos da escola normal ou da graduação? Não se pode alternar a experiência de cursos densos e maiores recursos para realizá-los com o ensino a distância? Com os treinamentos em serviço? Estas são as definições implícitas quando da implementação do PDE.
Os sentidos de Planejamento e Avaliação são claros para nós educadores. Reivindicamos os modelos de Celso Furtado, Dumerval Trigueiro e Florestan Fernandes projetando, acompanhando, desenvolvendo, avaliando, auto-avaliando-se, promovendo críticas e compromentendo-se efetivamente com o trabalho de construir um caminho para a escola e para o país. Afirmamos o projeto da classe trabalhadora para sua formação, visibilidade e poder de transformar radicalmente a sociedade.
Professora da Faculdade de Educação-UFF
A implementação do plano de desenvolvimento da educação nos sistemas de ensino municipais e estadual do Rio de Janeiro mobiliza os educadores na medida em que, de diversas maneiras, vêem-se envolvidos no cumprimento de metas e atividades determinadas a partir da assinatura das autoridades governamentais locais supondo compromisso de cumpri-lo.
São mais de quarenta programas organizados em torno dos eixos: educação básica, educação superior, educação profissional e alfabetização, impondo-se desde a lógica da quantificação do trabalho, do controle e da regulamentação, das arbitrariedades nas decisões, na insuficiência de respaldo político e teórico, como retrocesso de encaminhamentos e conquistas dos trabalhadores.
O esforço de compreender o PDE é observado nas críticas e medidas de resistência, parte das lutas de professores e estudantes. Exemplos dessas atitudes são muitos, considerando as divergências de concepções de educação, planejamento, avaliação, currículo, responsabilidade profissional. Desde a menção aos eixos é evidenciada a fragmentação do projeto apartando educação profissional e alfabetização, como se estes dependessem de terceirização e campanhas e relacionando-se ao momento fraternalmente ONG do MEC.
O debate sobre piso salarial, alardeado pelo futuro candidato à presidência da república Cristóvão Buarque, é outra clara distorção quando ignora no conjunto da categoria dos educadores os demais funcionários da escola, banaliza e rebaixa os valores dos salários, tendo em vista a garantia da reprodução e vida digna dos professores.
A avaliação, insistentemente apontada no texto do PDE, afasta-se muitíssimo da compreensão do processo de apreciar e estimar o valor do trabalho realizado. É afirmada a relação de controle e regulação, em função de dados numéricos para compor estatísticas e estimular a competição. Os procedimentos e resultados incluem ameaças, práticas espetaculosas e manipulações de comportamentos como parte de um projeto de uso da pobreza, para assim mantê-la. Envolvem-se estudantes e professores em olimpíadas e ranqueamentos, secundarizando conteúdos e processos formativos como exigências escolares e humanas. Como o Professor Francisco de Oliveira, ressaltamos que estas não são políticas públicas, mas medidas que focam e servem-se da pobreza.
As migalhas anunciadas como recursos e verbas impõem e ampliam formas de exploração do trabalho dos educadores. As formações inicial e continuada confundem-se e sobrepõem-se, esvaziando os projetos de cursos de nível médio e superior de conteúdos, reformulações, inovações, mudanças. Assim, se a formação continuada está prevista e se mistura à inicial, por que tantos anos nos bancos da escola normal ou da graduação? Não se pode alternar a experiência de cursos densos e maiores recursos para realizá-los com o ensino a distância? Com os treinamentos em serviço? Estas são as definições implícitas quando da implementação do PDE.
Os sentidos de Planejamento e Avaliação são claros para nós educadores. Reivindicamos os modelos de Celso Furtado, Dumerval Trigueiro e Florestan Fernandes projetando, acompanhando, desenvolvendo, avaliando, auto-avaliando-se, promovendo críticas e compromentendo-se efetivamente com o trabalho de construir um caminho para a escola e para o país. Afirmamos o projeto da classe trabalhadora para sua formação, visibilidade e poder de transformar radicalmente a sociedade.
CPI vê irregularidades em empresa que fornece pão à prefeitura
Máquinas com sinais de ferrugem, material de limpeza junto de embalagens de alimentos, recipientes sem tampa e funcionários com uniformes sujos. Essas foram algumas das irregularidades encontradas nessa quarta-feira pela CPI do Pãozinho, durante inspeção realizada na fábrica da Home Bread Indústria e Comércio Ltda, em Jacarepaguá. No lugar são produzidos pães para 750 mil alunos da Prefeitura do Rio de Janeiro. Um laudo da Universidade Federal Rural Fluminense atestou que pães analisados em agosto apresentavam "sujidades" e "aparência de mofo".
Máquina sem uso, enferrujada e suja fica ao lado de outra que funciona e de onde saem pães: sucata ao lado da produção da merenda escolarDiante do que foi visto, a presidente da CPI, a vereadora Lucinha (PSDB) decidiu encaminhar hoje um ofício à Vigilância Sanitária Municipal solicitando um laudo de vistoria na empresa. "Constatamos que não há higiene no preparo dos alimentos que são distribuídos às escolas municipais", afirmou. A empresa, alvo de investigação na CPI da Câmara de Vereadores, é responsável pelo fornecimento de merenda a 1.062 escolas.
Em fevereiro, o jornal mostrou que a Prefeitura do Rio comprou produtos com preços acima do valor de mercado. Durante um ano, o pãozinho careca de 30 g foi vendido por R$ 0,31, enquanto o de 50 g custava R$ 0,24. Após a denúncia, os preços dos produtos caíram. O pãozinho de 30 g passou a ser oferecido por apenas R$ 0,19, e o de 50 g por R$ 0,23. Mesmo assim, em agosto, a Home Bread levou mais R$ 9,8 milhões no contrato com a prefeitura.
Em depoimento à CPI, o proprietário da Home Bread, Antônio Carlos Monteiro, alegou que o pãozinho de 30 g era mais caro pois tinha mais nutrientes. Mas, segundo a vereadora Lucinha, o padeiro da Home Bread afirmou que os dois pães são feitos da mesma massa. O Instituto Annes Dias garantiu à CPI que não houve diferença de nutrientes em amostras analisadas.
Para a nutróloga Regina Mestre Amengual, a contaminação de alimentos por ferrugem, fungos e bactérias pode provocar diarreias e alergias em crianças após o consumo dos pães. "Está totalmente fora dos padrões de consumo", diz. Análise feita pela Rural em pães da Home Bread em agosto atestou que eles não estavam próprios para o consumo. O empresário Antônio Carlos disse que desconhece denúncias de falta de higiene.
Notícia publicada em:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4042989-EI7896,00-CPI+ve+irregularidades+em+empresa+que+fornece+pao+a+prefeitura.html
Máquina sem uso, enferrujada e suja fica ao lado de outra que funciona e de onde saem pães: sucata ao lado da produção da merenda escolarDiante do que foi visto, a presidente da CPI, a vereadora Lucinha (PSDB) decidiu encaminhar hoje um ofício à Vigilância Sanitária Municipal solicitando um laudo de vistoria na empresa. "Constatamos que não há higiene no preparo dos alimentos que são distribuídos às escolas municipais", afirmou. A empresa, alvo de investigação na CPI da Câmara de Vereadores, é responsável pelo fornecimento de merenda a 1.062 escolas.
Em fevereiro, o jornal mostrou que a Prefeitura do Rio comprou produtos com preços acima do valor de mercado. Durante um ano, o pãozinho careca de 30 g foi vendido por R$ 0,31, enquanto o de 50 g custava R$ 0,24. Após a denúncia, os preços dos produtos caíram. O pãozinho de 30 g passou a ser oferecido por apenas R$ 0,19, e o de 50 g por R$ 0,23. Mesmo assim, em agosto, a Home Bread levou mais R$ 9,8 milhões no contrato com a prefeitura.
Em depoimento à CPI, o proprietário da Home Bread, Antônio Carlos Monteiro, alegou que o pãozinho de 30 g era mais caro pois tinha mais nutrientes. Mas, segundo a vereadora Lucinha, o padeiro da Home Bread afirmou que os dois pães são feitos da mesma massa. O Instituto Annes Dias garantiu à CPI que não houve diferença de nutrientes em amostras analisadas.
Para a nutróloga Regina Mestre Amengual, a contaminação de alimentos por ferrugem, fungos e bactérias pode provocar diarreias e alergias em crianças após o consumo dos pães. "Está totalmente fora dos padrões de consumo", diz. Análise feita pela Rural em pães da Home Bread em agosto atestou que eles não estavam próprios para o consumo. O empresário Antônio Carlos disse que desconhece denúncias de falta de higiene.
Notícia publicada em:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4042989-EI7896,00-CPI+ve+irregularidades+em+empresa+que+fornece+pao+a+prefeitura.html
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Saiu o índice de reposição salarial da Prefeitura
Após intensas negociações do SEPE com a Prefeitura, incluindo aí o encontro com o secretário Pedro Paulo na última sexta-feira, foi finalmente liberado índice de reposição salarial de 6,83%. Esta reposição será paga no salário de novembro(recebido em dezembro). Na segunda parcela do 13º salário,que será quitado no dia 15 de dezembro, também será incluído este índice.
Este índice fica acima dos 5% divulgado anteriormente pela mídia como índice que seria aplicado nesta reposição.Vale destacar também que a liberação deste índice ocorreu hoje, enquanto estava ocorrendo o Ato Público contra o arrocho salarial imposto pelo prefeito na Cinelândia. O que sugere uma preocupação da Prefeitura com a repercussão negativa que este Ato poderia lhe acarretar. Estes dois fatores demonstram a importância da negociação e da pressão feita pela mobilização do SEPE e da categoria.
Mas nem tudo acabou, continuaremos em negociação com a Prefeitura e estamos aguardando para esta semana um agendamento da audiência com a secretária Cláudia Costin, conforme combinado com o secretário Pedro Paulo, para tratarmos da situação das merendeiras concursadas, da Comlurb nas escolas, de uma recomposição do salário do magistério, do debate a respeito do plano de carreira, dos projetos aplicados pela prefeitura e por toda a pauta da educação municipal.
Enfim, uma vitória da categoria que deverá ampliada através das nossas decisões e mobilização na próxima assembleia da rede municipal no próximo dia 21, 4ª feira, às 18h, na ACM que fica na Rua da Lapa.
Este índice fica acima dos 5% divulgado anteriormente pela mídia como índice que seria aplicado nesta reposição.Vale destacar também que a liberação deste índice ocorreu hoje, enquanto estava ocorrendo o Ato Público contra o arrocho salarial imposto pelo prefeito na Cinelândia. O que sugere uma preocupação da Prefeitura com a repercussão negativa que este Ato poderia lhe acarretar. Estes dois fatores demonstram a importância da negociação e da pressão feita pela mobilização do SEPE e da categoria.
Mas nem tudo acabou, continuaremos em negociação com a Prefeitura e estamos aguardando para esta semana um agendamento da audiência com a secretária Cláudia Costin, conforme combinado com o secretário Pedro Paulo, para tratarmos da situação das merendeiras concursadas, da Comlurb nas escolas, de uma recomposição do salário do magistério, do debate a respeito do plano de carreira, dos projetos aplicados pela prefeitura e por toda a pauta da educação municipal.
Enfim, uma vitória da categoria que deverá ampliada através das nossas decisões e mobilização na próxima assembleia da rede municipal no próximo dia 21, 4ª feira, às 18h, na ACM que fica na Rua da Lapa.
Carta Aberta à População
Em 15 de outubro comemora-se o Dia do Professor. Infelizmente, no Rio de Janeiro, não temos quase nada para festejar. O governador Sergio Cabral descumpriu as promessas feitas para o servidor da educação, entre elas a incorporação da gratificação do Nova Escola, que será feita em conta-gotas e só terminará em 2015.
Já as escolas municipais continuam com turmas superlotadas e com falta de profissionais. O prefeito Eduardo Paes arrocha o salário do servidor, que está há mais de um ano sem reajuste. E em vários outros municípios os investimentos na educação estão sendo reduzidos.
Quem também sofre com todos esses graves problemas em nossas escolas são os pais e responsáveis de alunos, que vêem a situação piorar a cada ano.
No Dia do Professor, o SEPE pede o apoio da população na defesa de uma escola pública de qualidade e na valorização do profissional de educação.
Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – SEPE RJ
Esta Carta será lida amanhã durante a programação da Rádio MPB FM.
Já as escolas municipais continuam com turmas superlotadas e com falta de profissionais. O prefeito Eduardo Paes arrocha o salário do servidor, que está há mais de um ano sem reajuste. E em vários outros municípios os investimentos na educação estão sendo reduzidos.
Quem também sofre com todos esses graves problemas em nossas escolas são os pais e responsáveis de alunos, que vêem a situação piorar a cada ano.
No Dia do Professor, o SEPE pede o apoio da população na defesa de uma escola pública de qualidade e na valorização do profissional de educação.
Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – SEPE RJ
Esta Carta será lida amanhã durante a programação da Rádio MPB FM.
Leitura em Debate: Por que é importante ler os clássicos?
No dia 15 de outubro, quinta-feira, às 16 horas, acontece a quarta edição do Leitura em Debate, em 2009. Em seu segundo ano, o projeto traz três convidados, a cada encontro, e conta com a mediação da escritora Anna Claudia Ramos. O programa traz o tema “Por que é importante ler os clássicos?” e tem a presença de Fernando Nuno (editor e escritor), Márcia Cabral (professora da UERJ e membro da Comissão Carioca de Leitura) e Pedro Bandeira (escritor). Os encontros mensais do Projeto Leitura em Debate discutem a formação de novos leitores e a literatura infantil e juvenil em seus diversos aspectos. Para isso, escritores, ilustradores, professores, editores, contadores de histórias, teóricos, psicólogos infantis, produtores culturais e pais são convidados para participar, mostrando os diversos olhares que compõe a busca por uma literatura de qualidade e pela formação do leitor.
O Leitura em Debate acontece no Auditório Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional (Rua México, S/N. Fundos da BN. Entrada pelo jardim).
Quaisquer informações adicionais podem ser obtidas por meio dos telefones (21) 2220-2356 ou (21) 2220-2599.
O contato também pode ser feito pelo e-mail eventos@bn.br.
ENTRADA FRANCA
O Leitura em Debate acontece no Auditório Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional (Rua México, S/N. Fundos da BN. Entrada pelo jardim).
Quaisquer informações adicionais podem ser obtidas por meio dos telefones (21) 2220-2356 ou (21) 2220-2599.
O contato também pode ser feito pelo e-mail eventos@bn.br.
ENTRADA FRANCA
Paes começa mandato com calote nos Servidores Municipais

Agora em outubro, os servidores municipais completam 18 meses sem qualquer reajuste salarial. Até agora o prefeito Eduardo Paes não anunciou nem quando e nem como será o reajuste salarial de 2009 para o funcionalismo municipal. Os profissionais da rede já estão mobilizados.
HOJE, dia 14 de outubro, a categoria realizará um Ato Público na Cinelândia, a partir das 15h, com atividades culturais e "panelaço" das merendeiras concursadas.
E, no próximo dia 21 de outubro, às 18h, haverá uma Assembleia Geral na ACM (R. da Lapa, 86 - 6o. andar - Lapa).
AVISO - REUNIÃO DO COLETIVO DE GÊNERO E COMBATE A HOMOFOBIA
Camaradas,
Dia 22 de outubro as 14:30 h , estaremos realizando a reunião do Coletivo de Gênero e Combate à Homofobia. Lamentavelmente a última reunião não contou com uma convocação ampla, comparecendo apenas um campo político. Garantir a possibilidade de participação das demais forças políticas e dos militantes dos nossos núcleos e regionais só enriquece o debate. Esse deve ser o compromisso da Secretaria no mandato que se inicia.
É muito importante a participação de todos as companheiras e companheiros que fazem a discussão das opressões de gênero e homofobia na educação, os que se interessam por esse debate, além dos diretores sindicais das regionais e núcleos responsáveis por essa secretaria.
Desde já agradecemos o empenho de todas e todos.
Fábio Castelano
Dir. de Gênero e Combate à Homofobia
Dia 22 de outubro as 14:30 h , estaremos realizando a reunião do Coletivo de Gênero e Combate à Homofobia. Lamentavelmente a última reunião não contou com uma convocação ampla, comparecendo apenas um campo político. Garantir a possibilidade de participação das demais forças políticas e dos militantes dos nossos núcleos e regionais só enriquece o debate. Esse deve ser o compromisso da Secretaria no mandato que se inicia.
É muito importante a participação de todos as companheiras e companheiros que fazem a discussão das opressões de gênero e homofobia na educação, os que se interessam por esse debate, além dos diretores sindicais das regionais e núcleos responsáveis por essa secretaria.
Desde já agradecemos o empenho de todas e todos.
Fábio Castelano
Dir. de Gênero e Combate à Homofobia
Deliberações do Conselho Ampliado da Rede Estadual
Rio de Janeiro, 14 de outubro de 2009.
Companheiras/os,
Encaminhamos deliberações do Conselho ampliado da rede estadual, realizado no dia 10 de outubro do corrente, no auditório do SEPE/RJ:
Unificar o ato no dia 14/10 com o Município do Rio;
PARALISAÇÃO DE 24 HORAS NO DIA 21 DE OUTUBRO (4ª FEIRA), COM VIGÍLIA EM FRENTE À SEDE DA SEPLAG, na Rua Erasmo Braga, Centro do Rio, para acompanhar a audiência com o Secretário de Planejamento, Sérgio Ruy, às 11h. Assembléia Geral, às 14h na ACM (Rua da Lapa 86 – 6º andar);
15/10 – pronunciamento do SEPE/RJ em meios de comunicação sobre as reivindicações dos profissionais da educação;
Faixas no sinal: “Sérgio Cabral do PMDB paga menos do que o salário mínimo para funcionários da educação”;
Ampliar contracheque de funcionários para expor no ato do dia 21/10;
Indicativo de assembléia ou Conselho, ou os dois juntos para novembro;
Indicativo de discussão de campanha pela redução da jornada de 40h sem redução de salário;
Discutir atos regionais; incluir docente II na pauta;
Campanha de funcionários: a Secretaria de Funcionários vai encaminhar: boletim especifico de funcionários; link para funcionários na página do SEPE; grupo de discussão na internet (yahoogrupos); atos específicos quinzenais na SEE e na ALERJ; reunião quinzenal de funcionários; incluir funcionários de 40h no Plano (Lei 1348/88); encaminhar oficio ao gabinete do Marcos Medina (SEE), solicitando número de funcionários na ativa; fazer levantamento nos núcleos e regionais sobre funcionários; encaminhar documentação nas audiências do dia 14 e 21 de outubro; oficio do ex-secretário Maculan sobre as 30h e resolução da Mariléia Cruz; cobrar concurso público para funcionários em todas as áreas; produzir cartilha sobre funcionários; garantir a presença de um representante dos funcionários na Comissão do dia 14 e 21 de outubro; garantir a tabela que foi apresentada à Deputada Aparecida Gama e que seja incluído o enquadramento por formação, progressão por tempo de serviço (ensino médio e superior);
Eleita a comissão de negociação, que ficou assim definida: manter os três nomes do SEPE Central (Tarcísio, Vera e Bia) e adicionar Mário Sérgio pela Secretaria de Funcionários, ficando assim representados os setores de profissionais de 40h (Vera) e funcionários (Mário Sérgio).
Saudações sindicais,
DIREÇÃO ESTADUAL DO SEPE/RJ
Companheiras/os,
Encaminhamos deliberações do Conselho ampliado da rede estadual, realizado no dia 10 de outubro do corrente, no auditório do SEPE/RJ:
Unificar o ato no dia 14/10 com o Município do Rio;
PARALISAÇÃO DE 24 HORAS NO DIA 21 DE OUTUBRO (4ª FEIRA), COM VIGÍLIA EM FRENTE À SEDE DA SEPLAG, na Rua Erasmo Braga, Centro do Rio, para acompanhar a audiência com o Secretário de Planejamento, Sérgio Ruy, às 11h. Assembléia Geral, às 14h na ACM (Rua da Lapa 86 – 6º andar);
15/10 – pronunciamento do SEPE/RJ em meios de comunicação sobre as reivindicações dos profissionais da educação;
Faixas no sinal: “Sérgio Cabral do PMDB paga menos do que o salário mínimo para funcionários da educação”;
Ampliar contracheque de funcionários para expor no ato do dia 21/10;
Indicativo de assembléia ou Conselho, ou os dois juntos para novembro;
Indicativo de discussão de campanha pela redução da jornada de 40h sem redução de salário;
Discutir atos regionais; incluir docente II na pauta;
Campanha de funcionários: a Secretaria de Funcionários vai encaminhar: boletim especifico de funcionários; link para funcionários na página do SEPE; grupo de discussão na internet (yahoogrupos); atos específicos quinzenais na SEE e na ALERJ; reunião quinzenal de funcionários; incluir funcionários de 40h no Plano (Lei 1348/88); encaminhar oficio ao gabinete do Marcos Medina (SEE), solicitando número de funcionários na ativa; fazer levantamento nos núcleos e regionais sobre funcionários; encaminhar documentação nas audiências do dia 14 e 21 de outubro; oficio do ex-secretário Maculan sobre as 30h e resolução da Mariléia Cruz; cobrar concurso público para funcionários em todas as áreas; produzir cartilha sobre funcionários; garantir a presença de um representante dos funcionários na Comissão do dia 14 e 21 de outubro; garantir a tabela que foi apresentada à Deputada Aparecida Gama e que seja incluído o enquadramento por formação, progressão por tempo de serviço (ensino médio e superior);
Eleita a comissão de negociação, que ficou assim definida: manter os três nomes do SEPE Central (Tarcísio, Vera e Bia) e adicionar Mário Sérgio pela Secretaria de Funcionários, ficando assim representados os setores de profissionais de 40h (Vera) e funcionários (Mário Sérgio).
Saudações sindicais,
DIREÇÃO ESTADUAL DO SEPE/RJ
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