quinta-feira, 1 de abril de 2010

Com a história na mão ...


Para que não nos esqueçamos do fatídico Golpe Militar que mergulhou o Brasil em 25 anos de ditadura reproduzimos a seguir artigo publicado no boletim eletrônico do Núcleo Piratininga de Comunicação por ocasião da passagem dos 40 anos do golpe.

"O barbarismo do nosso tempo 
começou com o golpe de 1964 no Brasil"  Noam Chomsky

MEMÓRIA
A mídia e o Golpe de 64
Do Boletim NPC nº 39 - De 4 a 12.04.2004

Maria da Conceição Tavares, em artigo na Folha de S.Paulo de 29/3 deste ano cita “os célebres editoriais do Correio da Manhã e do Jornal do Brasil de 30 de março de 1964: - Chega! Basta! – eram apenas o registro do acordo final. Dias antes, Carlos Heitor Cony havia afirmado com todas as letras, no mesmo jornal, que antes do golpe de 64 todos os jornais do país, menos o carioca Última Hora, eram a favor do golpe.
É importante destacar este fato para reforçar a visão de que o golpe que implantou a ditadura não foi só militar. Ao contrário. Foi civil-militar. Ou seja, o pensamento hegemônico na época era a favor do golpe. Este pensamento foi construído com um intensíssimo trabalho de formação e propaganda política encabeçada pelo Instituto de Pesquisa e Estudos Sócio-econômicos (IPES). Este instituto foi o grande articulador e formador de opinião pública pró-ditadura. Produziu milhões de exemplares de livros, influenciava centenas de jornais, programas de rádio e TV. Produzia cartilhas, panfletos, jornais aos milhões e promovia milhares de conferências. Tudo para levantar o espantalho do “comunismo ateu” que estaria prestes a tomar conta do Brasil.
E por falar em mídia, o IPES, de 62 a 64, produziu dezenas de filmes com duração de 10 minutos no máximo cada um, para fazer projetar nas mais de 3000 salas do país. Estes filmetes, muito bem feitos, eram outra grande arma para condicionar milhões de cabeças sobre a necessidade do golpe.
E depois de tudo isso, hoje, vêm doutores de história dizer que o golpe foi um “contra-golpe”, foi um “golpe preventivo” para evitar que a esquerda desse seu golpe contra a sociedade.
Este golpe estava sendo programado nos quartéis, na Embaixada Americana, nas organizações empresariais, na maioria das igrejas com padres reacionários, nos aparelhões controlados pela burguesia, como o Sesi, o Sesc, o Senac, nas rádios e televisões e na imprensa.
Por isso, outra grande mentira, que o golpe veio como reação e prevenção contra um possível golpe de esquerda só serve para justificar o golpe. Para absolver a ditadura que este implementou. E serve para tranqüilizar consciências de arrependidos que precisam dizer que “tanto faz, tanto fez... era tudo igual. Direita e esquerda se igualavam”. (Por Vito Giannotti) 
O Globo e toda a direita tentam salvar sua pele
Os anos passam e a memória se esmaece. Nesse embalo fica fácil embaralhar as cartas e falsificar a história. O Globo de 23 de março é um belo exemplo dessa manobra: “Disposição golpista da esquerda divide opiniões”. Taí o fato consumado. Para O Globo não há mais dúvidas. A disposição golpista é real, a ponto de se dividir opiniões.
Na intelectualidade carioca está ganhando corpo uma interpretação do golpe que é falsa e ideologicamente dirigida. Vejamos só o enunciado de um discurso que seria longo demais para esse boletim.
Primeiro: o golpe da direita já estava sendo preparado desde maio de 1954. Foi tentado em agosto antes e depois da morte de Vargas. Foi retomado antes da posse de Juscelino, em 1955, e na renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Inicialmente foi articulado, com decisão total, a partir da fundação do IPES, em 1962. Ou seja, o golpe da direita não foi para evitar um fantasioso golpe da esquerda. A direita estava decididíssima a acabar com a democracia para, no discurso histérico da época, acabar com o perigo comunista.
Segundo: Quem hoje quer inventar que a esquerda estava preparando o golpe está mentindo descaradamente. O PCB, única força real de esquerda com inserção nacional, não preparava nenhuma revolução socialista desde 1948. Seu sonho era uma chamada revolução democrática-burguesa, liderada pela burguesia nacional. Não havia projeto nenhum de tomada de poder. Além do mais, o equilíbrio mundial implantado desde os acordos de Ialta não admitia esta hipótese.
Afinal não havia nenhuma ameaça de golpe pela esquerda. Havia uma mobilização popular parcial para exigir mudanças mínimas, como as reformas de base. E havia muitos discursos vazios, muitas “bravatas”, como se diz hoje, no campo da esquerda.
Terceiro: A distorção histórica de quem quer plantar a idéia que o golpe militar foi um contra-golpe, ou, como dizem, um “golpe preventivo” quer fazer esquecer que a esquerda que, dizem eles, iria dar este tal golpe, estava tão longe disto que quando o golpe militar veio, não reagiu. Que esquerda pronta para dar o golpe era esta, se quando a direita veio com seus tanques, não teve um só tiro. Esta esquerda, que os que hoje falam golpe preventivo, estaria pronta para implantar seu regime, não matou um só mosquito. Não deu um tiro de festim sequer. Cadê o perigo da esquerda que exigiu um “golpe preventivo?”
Para quem, como O Globo e a imensa maioria da mídia apoiou o golpe militar, a tentativa em curso, hoje, é se limpar dizendo que “somos todos iguais”. Ou a direita dava o golpe, ou a esquerda daria.
E para os que já foram de esquerda, e hoje estão arrependidos, esta teoria do golpe de direita para se prevenir de um golpe de esquerda, serve para justificar sua mudança de posição. Para poder dormir em paz na cama do neoliberalismo dominante. (Por Vito Giannotti)
Golpe de 64. O projeto de nação que passou na TV
ASegundo informa Aydano André Motta, na edição de 28/03 de O Globo,  a execução da estratégia de propaganda dos governos militares estava a cargo da Aerp (Assessoria Especial de Relações Públicas), órgão ligado à Presidência da República e criado especialmente para formular as peças publicitárias do regime. “A Aerp é obra do então coronel (hoje general da reserva) Octávio Costa, elogiada até hoje por publicitários consagrados. Quem tem mais de 35 não se esquece, por exemplo, do Sujismundo, estrela da campanha “Povo desenvolvido é povo limpo”. Ou do magistral jingle “Marcas do que se foi” (“Marcas do que se foi/ Sonhos que vamos ter/ Como todo dia nasce/ Novo em cada amanhecer”). 
— A idéia de vender a noção de cidadania, melhorar a auto-estima da população, sem a chancela do governo, é moderníssima. Tem que se tirar o chapéu, porque foi a única coisa que os governos do golpe fizeram de realmente eficiente — diz Lula Vieira, presidente da V&S Comunicações, que trabalhou na produção de dez filmes. — Não eram como hoje, com chapa-branca da marca no fim. Transmitia-se uma idéia apenas. 
No mesmo texto, o jornalista Aydano informa que o coronel Octavio Costa criou a Aerp após ganhar um espaço de dez minutos diários em rádios e TVs. “Somente entre 1970 e 1973 foram produzidos 191 filmetes com um minuto de duração cada e 205 comerciais de rádio, o grande meio de comunicação da época.”

 http://www.piratininga.org.br/memoria/golpe64-midia.html

sábado, 27 de março de 2010

SEPE Regional 04 realizará Assembleia e elegerá Conselho Fiscal

Na terça-feira, dia 30 de março, a Regional 04 realizara uma Assembleia Geral para eleger novo Conselho Fiscal conforme deliberação do SEPE-RJ e demais encaminhamentos sobre calendario.

Local: Sede do SEPERegional 04
Rua Cardoso de Morais, 145, sala 1007 - Bonsucesso 
proximo a Praça das Nações

Tel:2564-2194 / e-m@il:seperegional004@yahoo.com.br


Direção SEPE Regional 04

quinta-feira, 25 de março de 2010

Rede municipal de Friburgo conquista vitória e continua mobilização

A mobilização dos profissionais da rede municipal de Nova Friburgo alcançou uma vitória importante na sua luta salarial: hoje, dia 24 de março, a prefeitura depositou os R$ 180,00 de abono e direito adquirido dos professores estatutários, que ficaram sem receber este valor no mês de fevereiro. 
O Sepe lembra a categoria que a reivindicação principal da mobilização da rede municipal é a incorporação de qualquer abono ou gratificação ao piso dos profissionais de educação.
Mas a luta ainda continua pois ainda não há uma resposta do governo sobre o pagamento da tabela do Plano de Carreira com a isonomia com os demais professores, promessa feita na aula inaugural do ano letivo de 2010. A categoria em Firburgo está demonstrando na luta que é possível vencer e conquistar nossos direitos. 
 

Regional IX realiza seminário sobre Saúde, Educação e Movimentos Sociais

07 de Abril 2010 - Programação:

9h: Abertura / café da Manhã.
9h30h: Debate: EDUCAÇÃO E SAÚDE COM CONVIDADOS
12h: Almoço.
13h: Debate: MOVIMENTOS SOCIAIS E CONCEPÇÕES SINDICAIS
15h: Assembléia de Eleição de Delegados para o CONCLAT em Junho de 2010.
17h: Encerramento das Atividades

Local: Auditório da E.M. Emma D’Avila de Camillis –Rua da Várzea s/nº Pedra de Guaratiba – RJ.

Foi solicitado abono de ponto para as redes Municipal e Estadual.


Inscrições limitadas.
A Regional IX disponibilizará transporte, da sede até a respectiva Escola, para os profissionais que confirmarem reservas.

Contatos pelo telefone 3395 3968 das 10:00 às 16:00h.

Nota da Regional VII sobre o episódio da Escola Municipal Cuba

Nos últimos dias, a mídia tem dado grande destaque a um episódio ocorrido entre um professor da Escola Municipal Cuba e uma aluna. O que mais nos chamou a atenção foi o caráter sensacionalista da matéria: um professor teria agredido uma aluna na sala de aula com um apagador. A imprensa, a nosso ver, segundo as próprias chamadas nos jornais e televisão, já teria antecipadamente julgado e condenado o professor como se criminoso fosse, um grande facínora. E aí nós perguntamos: qual deve ser o papel da imprensa? Para construirmos um país verdadeiramente democrático precisamos de uma imprensa que seja de fato livre. Livre para bem informar, ter um caráter investigativo, ser isenta, ter compromisso na criação de uma sociedade mais justa e denunciar as mazelas que existem num país como o Brasil. Infelizmente não é o que vemos ultimamente a grande imprensa, dita livre e “imparcial”, fazer. O que temos notícia é de uma imprensa que desinforma, mistifica, prejulga, aliena e que não tem interesse em de fato informar, mas vender jornal, atender aos interesses meramente mercantis. Produzir matérias que possam vender mais e mais jornais. Sem a preocupação em apurar os fatos, mas imputar crimes a pessoas e instituições.

Isto fica muito claro no episódio acima citado envolvendo o profissional de educação da Escola Municipal Cuba. E isto faz parte de todo um processo – que já vem de algum tempo – de criminalização do profissional de educação, em especial do professor, de culpabilização do mesmo por todos os problemas que existem na tão combalida educação em nosso país. A grande imprensa serve aos interesses dos poderosos e dos governos e de todos que tencionam acabar com a educação pública e tornar este direito sagrado para todo o cidadão brasileiro numa mera mercadoria que possa dar lucros. Não vemos da mesma imprensa a preocupação em retratar e denunciar as omissões e descasos das autoridades em relação à educação pública, do seu abandono, das condições de trabalho dos profissionais de educação, que estão entregues ao “deus-dará”, em sala hiperlotadas, sem um mínimo de infraestrutura para desenvolver um bom trabalho pedagógico, com salários aviltantes que levam o professor a uma pesada carga de trabalho semanal, e que leva a um esgotamento físico e psíquico, quando não à doença e à morte prematura. É mais fácil a essa imprensa e àqueles a quem ela serve responsabilizar o professor por carências que na verdade são estruturais e que passam longe de ser culpa do professor. A imprensa é formadora de opinião, e, neste sentido, o que vemos é um total descompromisso com a sociedade civil, de cobrar dos nossos governantes o cumprimento do dever do Estado para com a educação pública, de qualidade, laica e de caráter universal. Há que se ter mais responsabilidade na apresentação de fatos que podem afetar a imagem pública de pessoas e de instituições, como, por exemplo, acontece quando temos a cobertura de movimentos de greve dos profissionais de educação e de outras categorias profissionais que são apresentados como os culpados pelo estado de caos que tomou conta do serviço público. Serviço público, que atende principalmente às camadas mais humildes da população, que precisam mais dele, e que é cada vez mais sucateado pelas autoridades que vêm se sucedendo nos últimos anos. O que nós, profissionais de educação, exigimos e merecemos da sociedade e da imprensa que dela faz parte, é maior respeito pela figura do professor, pois sem ele não se poderá construir de fato soberana, independente, desenvolvida e verdadeiramente feliz para todos que dela fazem parte.


SEPE REGIONAL VII
Estrada do Galeão, 2715, sala, 205, Ilha do Governador
endereço eletrônico: seperegional7@ibest.com.br

quarta-feira, 24 de março de 2010

REDE ESTADUAL 2009: A BATALHA DA EDUCAÇÃO


Com o intuito de preservar e divulgar a historia e a memoria das lutas dos trabalhadores as direções do Sepe Regional 04 e do Sepe Teresopolis resolveram produzir este documentario.
Esperamos que se torne e uma importante ferramenta para auxiliar na organização de nossa atual Campanha Salarial. E que os proximos processos de mobilização nos façam arrancar mais vitorias e alegrias ao futuro.


SEPE REGIONAL 04

Para ver clique no video:

terça-feira, 23 de março de 2010

Colégio Estadual na Tijuca parou hoje por causa do calor

Colégio Estadual Prado Júnior,na Tijuca, com mais de 1.200 alunos, parou nos turnos da manhã e da tarde de hoje (dia 23/3), porque os condicionadores de ar sobrecarregam a rede elétrica e deixam a escola às escuras. Por volta das 11h, a sensação térmica no interior da unidade chegou a 50 graus centígrados.

Os profissionais de educação que trabalham no Colégio Estadual Prado Júnior (Rua Mariz e Barros 273 –Tijuca - ao lado do Instituto de Educação) suspenderam as aulas nos turnos da manhã e no da tarde desta terça-feira dia 23 de março), por causa do calor excessivo. Segundo profissionais da unidade, a sensação térmica no interior do prédio chegou aos 50 graus, por volta das 10h, horário em que eles resolveram suspender as aulas e liberar os alunos. A obra de climatização da escola, com instalação de aparelhos de ar condicionado foi iniciada em meados de 2009 e completada em dezembro do mesmo ano. Mas somente agora em março o trabalho foi completado e os aparelhos começaram a funcionar. Como não foi realizado um trabalho de adaptação da rede elétrica, a carga com os aparelhos de ar condicionado ligados aumentou muito e a luz cai a todo momento, tornando impossível o seu funcionamento.
No início do turno da tarde, os profissionais da unidade se reuniram com os alunos e resolveram suspender também as aulas deste turno. Ao todo, estudam no Colégio Estadual Prado Júnior 1360, divididos em 34 turmas de 40 alunos nos turnos da manhã e tarde. Neste momento, os profissionais da escola preparam um documento para ser enviado à Secretaria de Estado de Educação, solicitando providências para que as aulas possam ser retomadas.
O Sepe já está entrando em contato com a escola para avaliar as medidas que podem ser tomadas para garantir boas condições de funcionamento para as escolas. O sindicato avalia que, pelo menos, em 60% das unidades da rede estadual os aparelhos de climatização ou não foram instalados ainda, ou não apresentam condições de funcionamento.

segunda-feira, 22 de março de 2010

CONFRATERNIZAÇÃO DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA SALARIAL


Calendário de lançamento da campanha Salarial de 2010 da Rede Estadual:

Calendário de lançamento da campanha Salarial de 2010 da Rede Estadual:

Sábado - 27 de março
Conselho Deliberativo
às 10 horas, no auditório do SEPE-RJ (Rua Evaristo da Veiga, 55/7º andar - Cinelândia/Centro)

Quarta-feira - 31 de março
PARALISAÇÃO DE 24 HORAS
Concentração às 10 horas, na Candelária, para passeata até a ALERJ;

ASSEMBLÉIA GERAL
às 14 horas, na ABI;

CONFRATERNIZAÇÃO DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA SALARIAL
Com Comemoração da conquistra da Carta Sindical pelo SEPE-RJ
Galeria dos Empregados do Comércio, Avenida Rio Branco, 120/13º andar - Centro
das 20 às 01 horas

Deliberações da Assembléia da Rede Estadual - 06/03/2010

I - CALENDÁRIO
1 - Participações nas atividades comemorativas de 08 de março, dia internacional das mulheres bem como na atividade da Animação Cultural sobre o mesmo tema no dia 09 de março - 14 horas na ALERJ.
2 - Participação, principalmente do coletivo de funcionários administrativos, na Audiência Pública da Comissão de Educação da ALERJ as 10 horas do dia 10 de março. Depois da audiência o coletivo de funcionários, juntamente com a direção presente, deve procurar cobrar das lideranças parlamentares do governo a marcação de uma reunião especifica para a questão da cobrança da inclusão dos funcionários no plano de carreira.
3 - Conselho Deliberativo da Rede Estadual no dia 27 de março, sábado, de 10 horas em diante no auditório do sindicato.
4 - PARALISAÇÃO DE 24 HORAS NO DIA 31 DE MARÇO, QUARTA FEIRA, COM AS SEGUINTES ATIVIDADES PROGRAMADAS:
- 10 horas concentração na Candelária para logo depois fazer passeata pela Av. Rio Branco até a ALERJ
- 14 horas Assembléia Geral da Rede Estadual em local a confirmar (indicativamente tentar a ABI devido a proximidade da ALERJ).
- 18 horas confraternização de lançamento da campanha salarial da rede estadual e comemoração festiva da conquista da carta sindical em local a confirmar (preferencialmente no centro da cidade pela proximidade com o local da Assembléia).
5 - Indicativo de realização do Conselho Deliberativo Orçamentário em 10 de abril de 2010 sendo que a próxima reunião da direção estadual do sindicato deve referendar ou não essa data para posterior convocação dos conselheiros.

II - PAUTA EMERGENCIAL
6 - Continuar destacando como os dois pontos emergenciais principais da negociação com o governo estadual as questões referentes a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola ainda em 2010 e a inclusão dos funcionários administrativos no plano de carreira com correspondente reajuste além da abertura imediata de concurso público para funcionários administrativos e regulamentação das 30 horas semanais.
7 - Inclusão como ponto da pauta emergencial a questão da defesa do pagamento de vale transporte para professores e funcionários da rede estadual bem como a convocação imediata de todos os professores aprovados nos concursos realizados em 2008 e 2009.
8 - Inclusão como outro ponto a reivindicação do pagamento da recomposição das perdas salariais dos últimos dez anos aferidas pelo DIEESE em relação aos profissionais de educação da rede estadual.

III - PROPOSTAS APROVADAS DE ATIVIDADES E MATERIAIS
9 - Confecção emergencial de um cartaz convocatório da paralisação do dia 31/03 que deverá começar a ser distribuido no dia 10/03 dando destaque aos dois pontos principais da pauta de reivindicação.
10 - Confecção emergencial de um boletim de quatro páginas da rede estadual que contenha informe sobre o resultado da audiência de 10/03 e conteúdo critico sobre tanto a lógica de terceirização privatista praticada pelo governo estadual na educação como um histórico das últimas vitóras do sindicato conquistadas somente com muita luta e mobilização da categoria.
11 - Garantir a realização de atos periodicos dos funcionários administrativos (pelo menos uma vez por mês e, sendo possível, chegando a ser quinzenalmente) na ALERJ para manter pressão sobre os deputados no sentido de acelerar o atendimento as reivindicações deste setor.
12 - Produzir faixas especificas com as reivindicações dos funcionários administrativos para o dia 31 de março e que serão usadas depois também nos atos especificos.
13 - Convocação de uma reunião como o MUSPE para o dia 15 de março - 14 horas - para tentar envolver o conjunto das entidades dos servidores nas atividades do dia 31 de março bem como retomar a organização de uma campanha conjunta do funcionalismo público estadual de reivindicação salarial.
14 - Entrar também em contato com a Associação de Servidores do TCE para realizar reunião com essa entidade, preferencialmente no dia 15/03 junto com o MUSPE, para debater uma proposta conjunta das entidades representativas do funcionalismo estadual sobre a questão da crise do TCE e os projetos em tramitação na ALERJ sobre o tema.
15 - Produzir, se possível com o MUSPE, faixa cuja idéia central pode ser resumida assim: "Depois de mais de 40 anos de golpe militar o Governo Cabral vai completar 4 anos golpeando o serviço público para a população e não cumprindo as promessas feitas aos servidores estaduais" para abrir a passeata do dia 31 de março. Precisamos tentar sintetizar essa idéia em uma frase mais curta para melhorar visibilidade na faixa.
16 - Utilizar a audiência do dia 10/03 para cobrar a intervenção da Comissão de Educação na retomada das negociações do governo estadual com o sindicato para atendimento dos pontos emergenciais pendentes da pauta aprovada pela categoria.
17 - Usar o material organizado para apresentação do sindicato no dia 10/03 para confeccionar CD/DVD para distribuição aos núcleos e regionais reproduzirem essa apresentação nas reuniões de escolas e/ou atividades locais da mobilização na rede estadual bem como fundamentar a produção de um dossie denuncia ao Ministério Público Estadual para cobrar a devida fiscalização sobre os contratos complicados de fornecimento tanto de pessoal terceirizado como de equipamentos alugados nas escolas além da falta de investimento minimo na melhoria de qualidade do rendimento pedagógico.
18 - Destacar mais nos próximos materiais do sindicato a defesa do IASERJ como patrimonio do servidor público e a necessidade da sua revitalização podendo usar como contraponto critrico a lógica de que o salário da grande maioria dos servidores públicos estaduais não é suficiente para a utilização de hospitais privados de grande porte como aqueles utilizados pelo próprio governador, bem como sua antecessora, quando sentem qualquer indisposição na sua saúde.
19 - A Direção Estadual deve confeccionar uma cartilha sobre a questão dos Centros de Ensino Supletivo - CES - na rede estadual com uma avaliação critica da sua relação com os projetos pedagógicos existentes.
20 - Assumir a reivindicação, conjuntamente se possível com as entidades representativas dos servidores que trabalham no DEGASE, de que é necessário a imediata realização de um concurso de remoção para regularização da lotação dos profissionais de educação oriundos da rede estadual e que trabalham atualmente nas unidades do DEGASE.
21 - A Direção Estadual, juntamente com a Direção do Núcleo de Niterói, deve acompanhar a realização do Plebiscito que vai ocorrer no Liceu Nilo Peçanha e estimular que outras unidades escolares em situação semelhante realizem o mesmo procedimento.
22 - Deliberamos que o sindicato não deve fazer qualquer convite formal a confraternização da noite de 31 de março para antigos dirigentes do sindicato que ocupando cargos nos governos municipais ou estadual autorizaram, pessoal e formalmente, perseguições assim definidas como desconto de faltas durante greves, suspensão do repasse dos associados, afastamento/remoção de escolas, solicitação de força policial contra atos sindicais ou determinado a abertura de processo de exoneração contra militantes de base ou dirigentes do SEPE/RJ. Os demais antigos dirigentes devem ser formalmente convidados para essa confraternização.
23 - Devemos estimular debates nas escolas sobre qual deve ser a posição critica do sindicato diante do uso de equipamentos de informática nas escolas como está sendo apresentado pelo governo estadual. As opiniões das escolas devem ser levadas para as assembléia locais de núcleos e regionais que puderem ser realizadas até o Conselho Deliberativo de 27 de março como subsidios para a deliberação de uma proposta de posição sindical que será definida na Assembléia do dia 31 de março.
24 - Aprovamos moções de apoio e solidariedade as greves dos Profissionais de Educação do Município de Cabo Frio e do Estado de São Paulo.
25 - Aprovamos as seguintes propostas vindas da Plenária de Professores Docentes II:
- Caracterizar a perspectiva do fim do 1° segmento do ensino fundamental na rede estadual como um ataque ao direito da oferta de educação pública agravado pelo problemático estimulo a privatização que essa medida produz ao diminuir a responsabilidade estadual neste setor.
- Identificar que o 2° segmento do ensino fundamental será o próximo alvo desta progressiva extinção na rede estadual caso não consigamos frear o processo agora no 1° segmento completanto o ataque a manutenção da responsabilização estadual no ensino fundamental e diminuindo inclusive o campo de atuação também do Professor Docente 1 na rede estadual.
- Criticar a ilusão de alguns de que uma possível mudança destes Prof. Doc. 2 para a orbita de alguns municípios, devido a municipalização do ensino fundamental, poderá significar melhoria salarial ou das condições de trabalho. Muito pelo contrário. Como contraponto o SEPE deve assumir a defesa da unificação da carga horária dos Professores Docentes II com os Professores Docentes I no padrão de 16 horas semanais com 75% delas em regência.
- Organizar denuncias especificas que demonstrem que a extinção do 1° segmento em determinadas comunidades vai provocar falta grave de oferta de vagas aos alunos dentro das suas regiões de moradia. As denúncias deverão ser utilizadas, tais como os plebiscitos de consulta que puderem ser realizados nestas regiões, como subsidios exemplares, da nossa reivindicação de manutençao da oferta de matriculas para o 1° segmento da rede estadual bem como pela volta dos concursos para Prof. Doc.2 com o consequente fim das contratações provisórias destes profissionais.
- Levantamento que deve ser feito por direções de núcleos e regionais da situação do 1° segmento nas regiões que atual para precisar quantitativo de escolas, turmas e profissionais do 1° segmento que ainda existem além, caso seja possível, do número de desviados de função para municiar a direção do sindicato nas apresentações/intervenções nas audiências e imprensa.

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