segunda-feira, 11 de abril de 2011

Carta Aberta em Defesa do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e do Instituto Benjamin Constant (IBC)


No dia 17 de março, a Diretora de Políticas Educacionais Especiais do Ministério da Educação, Sra. Martinha Claret, em nome do governo federal, anunciou que as turmas do Colégio de Aplicação do INES (Instituto Nacional de Educação para Surdos), oferecido para pessoas surdas, e do Ensino Básico do IBC (Instituto Benjamin Constant), oferecido para deficientes visuais, serão fechadas até o fim de 2011.

No dia 31 de março, após a mobilização das comunidades escolares/acadêmicas dessas duas Instituições e frente à repercussão negativa do caso, o Ministro “desautorizou” sua Diretora de Políticas Educacionais Especiais.

Entretanto, no dia 05 de abril, ele veio a público defender que pretende fazer uma “parceria para que os estudantes das duas Instituições possam também freqüentar a rede regular de ensino do Colégio Pedro II”. O Ensino realizado no IBC e no INES deve se tornar um “atendimento educacional complementar”. Nesse sentido, as entidades representativas dos trabalhadores, dos estudantes e das Comunidades do INES e do IBC vêm a público denunciar que:

ü      O que acontece hoje com o INES e o IBC é fruto do abandono e da precarização do quadro dos Servidores e dos Serviços que são oferecidos nessas Instituições, ficando ainda mais evidente na ausência de concursos públicos, no rebaixamento dos salários do funcionalismo em geral, na falta de políticas efetivas de Estado para a educação e a assistência às pessoas surdas e aos deficientes visuais no Brasil nos últimos 16 anos, seja nos governos FHC ou nos governos Lula;

ü      A declaração de que o INES e o IBC “não serão fechados” é mais uma tentativa de tirar o foco de um processo que já está posto como política do Ministério da Educação. Este governo mantém a política de desmonte ao impor programas político-pedagógicos distanciados do que é feito há décadas por estas Instituições, fazendo cortes orçamentários e promovendo, na prática, o lento sucateamento do INES e do IBC.

ü      O anúncio de uma “parceria com o Colégio Pedro II” apenas reforça essa política, ao prever a redução do orçamento destinado para o INES e IBC e ao impor uma “inclusão” que ignora completamente as especificidades educativas de surdos e cegos, assim como a realidade atual das três Instituições. A suposta “inclusão” anunciada às pressas pelo Ministro chega ao disparate de afirmar que a transferência dos quase oitocentos alunos será viabilizada através da atuação de bolsistas de Iniciação à Docência, que vão “trabalhar com libras e braile no Pedro II”. Não bastasse a precarização do trabalho docente, uma declaração como essa, por exemplo, demonstra o total desconhecimento que o MEC tem do que vem a ser a língua brasileira de sinais e da legislação que foi promulgada a respeito quando, inclusive, o Sr. Fernando Haddad já era Ministro. Em suma, parece claro intento do MEC de promover o esvaziamento do INES e do IBC nos próximos anos, passando, inclusive, pela contínua deterioração das condições de trabalho dos seus profissionais, que, pela sobrecarga de trabalho, se veem impossibilitados de cumprir com sua tarefa fundamental de produção de materiais didáticos e metodologias para subsidiarem as práticas dos professores que lidem com os alunos incluídos nas demais redes de ensino;

ü      Essas medidas também fazem parte da política geral do governo Dilma que, tal como em vários outros países, adota medidas de austeridade fiscal e faz com que os trabalhadores sejam os maiores prejudicados com os repasses feitos ao sistema financeiro e às grandes empresas. A educação pública federal foi diretamente atingida com mais de 3 bilhões em cortes de verbas, suspensão de concursos e, no caso em tela, a ameaça de fechamento de Instituições centenárias e de referência nacional como INES e IBC. Instituições que ajudamos a construir e que hoje temos defendido contra os ataques de quem deveria promovê-las;

ü      A dita “inclusão” que está sendo feita pelo MEC e por muitos governos estaduais e municipais é precária, não atende às necessidades e especificidades dos surdos e deficientes visuais. Além disso, este processo não vem sendo construído de maneira democrática, acabando, na verdade, por retirar do Estado a obrigação de oferecer Educação Pública, Gratuita e de Qualidade para todos. O que se passa hoje no estado e no município do Rio de Janeiro e, provavelmente, em todo o país, portanto, não é o atendimento mas sim um desrespeito completo aos direitos dessas pessoas e um verdadeiro retrocesso para o país, na medida em que os filhos e filhas das camadas mais empobrecidas da população, que precisam desses serviços, estão sendo relegados à marginalidade e à exclusão social;

ü      A recuperação de parte dos prédios das Instituições Federais de Ensino não resolve os sérios problemas que estamos vivenciando. A falta de uma política de capacitação para os docentes e técnico-administrativos, que lidam com uma Educação Especializada, e a contratação temporária como política de recursos humanos, ignorando a necessidade da continuidade e aperfeiçoamento na área da educação prestada por INES e IBC, são muito mais sérias do que ter que conviver com prédios com uma infraestrutura mais antiga. Enfim, é preciso que o governo procure de fato ouvir os profissionais, pais e estudantes para saber quais são as verdadeiras necessidades que precisam ser supridas para tirar estas Instituições de uma situação a que foram levadas pelo próprio MEC e pelos Governos durante as últimas décadas.

Nesse sentido, entendemos que a luta em defesa do INES e do IBC é a luta em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade para todos. Não é uma luta que cabe apenas aos trabalhadores, aos surdos, aos cegos ou às famílias dos alunos atendidos por estes Institutos.

Convocamos as entidades sindicais, estudantis, os movimentos sociais, as organizações populares e os trabalhadores em geral, bem como parlamentares e autoridades realmente comprometidos com todos os brasileiros e brasileiras, para se somarem a luta em defesa do INES e do IBC. Queremos e defendemos concursos e a construção democrática de projetos de expansão institucional para o INES e o IBC, garantindo a existência desses Institutos enquanto centros de excelência nacional em ensino, pesquisa e extensão. Queremos, enfim, não só a manutenção dos Serviços Públicos hoje prestados à população brasileira, mas também o estabelecimento de uma política de Estado que faça com que essas Instituições se desenvolvam e ajudem na ampliação e qualificação dos serviços prestados pelas redes municipais e estaduais de educação do nosso país.

Contra o corte de verbas públicas da Educação!
Concursos Públicos já!
Abaixo a “inclusão” precária e antidemocrática do Ministério da Educação!
Pela defesa e fortalecimento do INES, do IBC e de toda Rede Pública da Educação!

FÓRUM EM DEFESA DO INES E IBC
Grêmio Estudantil do IBC
CABIP – Centro Acadêmico de Pedagogia do INES
ADIBC – Associação dos Docentes do IBC
ASSINES-SSIND – Associação de Servidores do INES/Seção Sindical SINASEFE
SINDSCOPE – Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II
ADCPII – Associação dos Docentes do Colégio Pedro II
APINES – Associação de Pais do INES
APAR-IBC – Associação de Pais, Amigos e Reabilitandos
Associação dos Ex-alunos do IBC
FENEIS/RJ – Federação Nacional de Educação e Integração do Surdo/RJ
FEBIEX-RJ – Federação Brasileira das Instituições de Reabilitação/RJ
MIL – Movimento Inclusão Legal
ANDES-SN – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
SINASEFE – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica
SEPE-RJ – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação
CSP-CONLUTAS

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Profissionais da educação realizam ato de solidariedade em frente a Câmara Municipal e SME atende solicitação do Sepe de recesso de 7 dias na Tasso da Silveira


O Sepe realizou na manhã de hoje (08/03), em frente da Câmara Municipal de Vereadores, um ato emergencial dos profissionais da rede municipal em homenagem às vítimas do atentado da E. M. Tasso da Silveira e de protesto contra a falta de condições de segurança nas escolas da rede municipal. Cerca de 300 pessoas participaram da manifestação para prestar sua solidariedade e exigir das autoridades segurança e melhores condições de trabalho.  Estiveram presentes os deputados federal Chico Alencar e estadual Marcelo Freixo, o vereador Eliomar Coelho (os três do Psol),  além de representantes do PSTU, da CSP-Conlutas, da Anel, do Movimento Mulheres em Luta e do gabinete da deputado estadual Janira Rocha (Psol).
Alguns diretores do Sepe Central e Regionais, juntamente com representantes de pais e responsáveis, formaram uma comissão que foi procurar os vereadores para pressionar pelo atendimento das reivindicações levantadas. Já outros diretores e ativistas se dirigiram para o cemitério de Sulacap onde aconteceriam os enterros do dia para levar a solidariedade do sindicato aos familiares das vítimas e aos profissionais lá presentes.

SME anuncia fechamento da Tasso da Silveira por uma semana
A secretária municipal de Educação Claudia Costin anunciou à imprensa que a E. M. Tasso da Silveira ficará fechada por pelo menos mais uma semana. Ontem (07/03), a coordenadora geral do Sepe, Vera Nepomuceno, conversou na própria escola com a subsecretária Helena Bolmeny e pediu que a Tasso ficasse em recesso durante exatamente o período divulgado por Costin. O Sepe considera que esse recesso é extremamente necessário para preparar os profissionais e a comunidade para a volta às aulas, com acompanhamento especializado inclusive. O sindicato vai acompanhar esse recesso e espera que a Secretaria seja compreensível com os profissionais da Tasso que estejam traumatizados, sem condições de trabalhar.
A coordenadora do Sepe também pediu à subsecretária que a SME abone o ponto dos profissionais de toda a rede que não compareceram ao trabalho hoje por participarem da paralisação convocada pelo Sepe em solidariedade às vítimas e em protesto contra a falta de segurança. Além disso, muitos profissionais das escolas municipais compareceram aos enterros dos alunos, que estão ocorrendo o dia todo. Sem falar que o estresse dos profissionais de toda a rede com a tragédia da Tasso atingiu níveis altíssimos e podem ter faltado ao trabalho hoje por estarem sem condições de dar aula. A subsecretária disse que irá analisar o pedido do Sepe.
Hoje, após o ato na Cinelândia, uma comissão do Sepe conversou com o vereador Paulo Messina, presidente da Comissão de Educação da casa. A diretoria do sindicato pediu ao vereador que intercedesse junto à SME em relação ao abono da categoria. O sindicato também fez o mesmo pedido ao vereador Adilson Pires, líder do governo.
O sindicato esteve presente no cemitério do Sulacap o dia todo com diversos representantes da categoria que estenderam uma faixa com os dizeres: "Somos todos profissionais e alunos da E. M. Tasso da Silveira".

Plenária de funcionários de escolas acontece amanhã (09/04) e prazo para entrega de teses é adiado por causa da tragédia em Realengo

Amanhã, 09 de abril, haverá uma plenária de funcionários das escolas estaduais e municipais do Rio. A reunião será realizada no auditório do Sepe central e terá início às 9h. O Sepe arcará com os custos de passagem e alimentação de até 3 representantes por núcleo e regional.

Prazo de entrega de teses para o Congresso do Sepe foi adiada para 14/04

O prazo final de entrega de teses para o congresso do Sepe, previsto para amanhã, dia 8, foi adiado para o dia 14 de abril, quinta-feira, até às 18h, na sala da Secretaria do sindicato (7º andar da sede do Sepe).
O adiamento se deve à tragédia ocorrida hoje na EM Tasso da Silveira, que envolveu os ativistas da categoria nas diversa atividades emergenciais.
As teses devem ser entregues com 15 laudas, sem contar as assinaturas.

Insegurança continua: assaltantes invadem escola municipal em Bangu e bomba fere alunas em Campo Grande

manifestantes realizam ato de solidariedade e protesto na Cinelândia

     A Rádio CBN noticiou na manhã de hoje (08/03) que dois assaltantes invadiram a Escola Municipal Astrogildo Pereira. Os dois homens estavam fugindo da polícia, depois de terem assaltado uma mulher na rua. Alertada, a PM iniciou uma perseguição e os bandidos acabaram invadindo o colégio, mas acabaram presos. Uma profissional de educação da Astrogildo Pereira chegou a passar mal.
     Além disso, no início da tarde de ontem (dia 7/4), uma bomba junina  feriu quatro alunas em pátio de escola municipal em Campo Grande.  A bomba foi atirada no pátio da Escola Municipal Mafalda Teixeira e as quatro alunas que faziam uma atividade física no pátio da unidade ficaram feridas levemente e foram medicadas no Hospital  Rocha Faria e, posteriormente liberadas.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

URGENTE: SEPE CONVOCA PARALISAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DA ESCOLAS MUNICIPAIS DO RIO DE JANEIRO AMANHÃ EM PROTESTO CONTRA A FALTA DE SEGURANÇA


Sepe convoca as escolas municipais de educação do Rio para uma paralisação extraordinária (24 horas) amanhã, dia 8, sexta-feira, com ato público na Cinelândia, às 10h. O objetivo desta paralisação é demonstrar a indignação dos profissionais de educação contra mais esse ato de violência em nossas escolas, representada por essa tragédia ocorrida hoje, na EM Tasso da Silveira, em Realengo, com a morte, até agora, de 11 alunos, vítimas de um atirador.

O Sepe convoca as demais redes públicas e particulares de educação a se juntar ao ato na Cinelândia. O sindicato acredita que mais investimentos nas escolas públicas podem diminuir os riscos de repetição deste triste fato. Há uma carência na rede de milhares de profissionais especializados na segurança dos alunos, como porteiros e inspetores nas escolas públicas. Os governos não fazem concursos para cobrir esta carência.

A falta de segurança nas escolas municipais e estaduais do Rio vem sendo denunciada pelo Sepe há anos, mas, infelizmente, os governos se recusam a discutir com a categoria o assunto. Dessa forma, o Sepe exige que o prefeito Paes e o governador, os respectivos secretários de educação do estado e município do Rio, e as autoridades de segurança de nosso estado discutam com os profissionais de educação como enfrentar esse grave problema.

Ainda há pouco, o prefeito Paes, em uma comprovação do que falamos, afirmou em entrevista coletiva que “escolas continuarão abertas”, sem especificar qualquer política de segurança.

Nos últimos anos, o Sepe já esteve algumas vezes no Ministério Público e na Câmara de Vereadores para denunciar o aumento da violência nas escolas públicas do Rio de Janeiro. O número de casos de violência dentro e no entorno das escolas tem aumentado de ano para ano: agressões a professores, brigas de alunos, balas perdidas resultantes de operações policiais ou confronto de quadrilhas de traficantes; todas estas ocorrências tem provocado ferimentos e até mortes de alunos e o sindicato tem denunciado às autoridades, mas, até o momento, nossas denúncias tem caído no vazio e as ocorrências continuam acontecendo.

Por conta deste fato, o Departamento Jurídico do Sepe está estudando entrar na Justiça contra as autoridades municipais (responsáveis pela rede municipal) e estaduais (responsáveis pela segurança pública) responsabilizando-as criminalmente pela lamentável tragédia ocorrida hoje pela manhã na E.M. Tasso da Silveira.

Leia também:

Tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo

pais e populares se concentram em frente a escola em busca de informações

Um homem armado invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, na Rua General Bernadino de Matos, em Realengo e atirou nos alunos e professores, matando e ferindo crianças gravemente. O atirador foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno, que cometeu suicídio, segundo a polícia.
 
Tendo em vista a gravidade do atentado membros da direção do Sepe se dirigiram rapidamente no local e para em contato e prestar solidariedade aos profissionais da unidade e  a comunidade escolar, e para acompanhar o trabalho das autoridades de segurança nesta que já pode ser considerada a maior tragédia ocorrida numa escola pública no Brasil.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Veja fotos da Marcha em defesa da educação pública.

passeata toma Avenida Rio Branco
passeata fecha a Avenida Rio Branco

mesmo sob chuva categoria realiza assembléia unificada

faixa reproduz outdoor da Campanha Unificada

Rede municipal de Niterói vai parar por 24 horas no dia 6 de abril


Os profissionais das escolas municipais de Niterói farão uma paralisação de 24 horas no dia 6 de abril. Neste dia, a categoria terá uma assembléia geral no Sindisprev (Rua Feliciano Toledo 488) e, depois, um ato público unificado, com concentração na frnte da prefeitura velha. No ato, além do Sepe estarão presentes as seguintes entidades: Sindisprev, Sintuff, Aduff, DCE UFF, Oposição Sintacluns, Associação de Moradores do Morro doEstado, Comitê de Desabrigados de Niterói, Colégio Pedro II Niterói, entre outras.
No protesto, os manifestantes vão denunciar à população que, um ano após as chuvas que causaram uma das maiores tragédias da história da cidade, que provocou mais de 170 mortes e deixou mais de 10 pessoas desabrigadas, o descaso da prefeitura se manteve. Por causa disto, obras de contenção de encontstas estão atrasadas ou sequer começaram; muitas das obras das moradias prometidas ainda não têm lugar para a construção e o aluguel social não possui um dia fixo, além dos atrasos constantes. Como se isto não bastasse, os desabrigados estão sendo violentamente reprimidos quando tentam realizar manifestações para denunciar a sua precária situação.

Veja a pauta de reivindicações da rede municipal: 

Veja a pauta de reivindicações da rede municipal:
 - Piso de 5 salários mínimos para professor e 3,5 para funcionários.
 - Recuperação salarial: Reposição imediata de perdas salariais acumuladas de 25%, além da data-base.
 - PCCS: triênio; 15% entre os níveis; fim da terminalidade do adicional de formação continuada. Pelos 6% ao ano e 60% ao final da carreira.
 - Redução da carga horária sem redução de salários para funcionários: 30h já!
 - Adicionais de insalubridade para cozinheiras, auxiliares de serviços gerais e trabalhadores de UMEI’s.
 - Retorno dos articuladores, professores de bibliotecas escolares e sala de informática escolhidos pelas escolas.
 - Redução das modulações das cozinheiras e alunos por turma.
 - Revisão da logística do 7º tempo e remuneração das janelas do 3º e 4º ciclos através de dupla regência.
 - Saúde pública do servidor: volta do atendimento de emergência do IBASM. Pelo fim da inadimplência da Prefeitura!

Nota de agradecimento do PSTU

Militantes presos no Ato contra Obama

“Na primeira noite eles se aproximam
 e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”
(Bertolt Brecht, no caminho, com Maiakóvski)

O PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO – PSTU, agradece as manifestações de solidariedade e apoio à luta pela libertação dos 13 presos políticos encarcerados pelo governo Sergio Cabral por protestarem contra a presença, em nosso país, do chefe supremo da mais poderosa máquina de guerra da história, o presidente norte americano Barack Obama.
Dos 13, agora, perseguidos políticos a maioria são militantes ou simpatizantes de nosso partido. Assim nos vemos na obrigação desse agradecimento nesta luta em defesa do conjunto dos companheiros e companheiras.
            Dói profundamente em cada um e cada uma verificar que as liberdades democráticas conquistadas na luta contra o arbítrio, neste caso específico, foram pisoteadas.
A prisão dos 13 manifestantes foi não somente arbitrária, como deixou expressa, desde o primeiro momento, o caráter político de conduzir-se aos cárceres do governador Sergio Cabral 13 pessoas que exerciam o sagrado direito de divergir, de manifestar sua livre opinião contrária ao consenso que se tentou criar em torno da presença de Obama no Brasil.
O fato de Ministros de Estado recusarem-se a participar de uma solenidade onde sequer a soberania do Brasil, como país independente, foi respeitada, vez que deveriam identificar-se perante agentes de uma potencia estrangeira, demonstrou que o suposto consenso em torno da visita e presença de Obama não existia sequer entre os membros do governo.
Tocou fundo no coração de cada componente de nosso partido e queremos agradecer as distintas manifestações e ações de solidariedade das entidades sindicais brasileiras e de fora do país. Das entidades estudantis que de todo o país fizeram chegar seu apoio militante.
Agradecemos às personalidades e instituições que se empenharam desde o primeiro momento pela libertação dos, até então, presos políticos; pela garantia de integridade física mínima de nossos companheiras e companheiras: a UFRJ e seu Reitor Professor Aloísio Teixeira; a FND, Faculdade Nacional de Direito da UFRJ e seu Diretor Dr. Flávio Martins; a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, a Comissão de Direitos Humanos e a Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ e o Grupo Tortura Nunca Mais.
Agradecemos a atitude e as distintas movimentações de parlamentares e dirigentes políticos: Senador Lindberg Farias (PT), Deputados Federais Chico Alencar (PSOL), Jean Wyllys (PSOL) e Stepan Nercessian (PPS), Deputados Estaduais Janira Rocha (PSOL), Marcelo Freixo (PSOL) e Robson Leite (PT), Roberto Percinoto, dirigente do PPS, todos do Rio de Janeiro.
Agradecemos aos parlamentares e dirigentes políticos de outros estados como da Bahia os Deputados Estaduais pelo PT: Bira Coroa, Luiza Maia, Marcelino Galo, Rosemberg Pinto, Yulo Oiticica; os Deputados Estaduais pelo PCdoB: Álvaro Gomes, Fabrício Falcão; os Vereadores Aladilce Souza (PCdoB), Marta Rodrigues (PT), Henrique Carballal (PT); Hamilton Assis (Candidato a vice-presidente da República em 2010 pelo PSOL), Jorge Almeida – Professor da UFBA e dirigente do PSOL.
 Agradecemos ao PSOL, ao MTL, ao PCB, à LER-QI e ao Coletivo Marxista, que desde o primeiro momento defenderam nossos companheiros e companheiras.
Agradecemos aos advogados que colaboram de forma decisiva, especialmente, Dr. Jorge Bulcão Coelho e todo o Departamento Jurídico do SEPE, Dra. Fernanda Tórtima, Dr. Aderson Bussinger, Dr. Custódio, Dra. Karina de Mendonça Lima, Dra. Vera Maria Figueiredo Braunschweiger, Dra. Fernanda Vieira, Dra. Maiara Leher, Dr. Carlos Alberto Feliciano dos Santos, bem como os doutores Modesto da Silveira, Marcelo Cerqueira e Nilo Batista, que colocaram–se à nossa disposição.
Foi de fundamental importância, também, o apoio e a confiança depositada pelos familiares dos presos, que nos permitiu agir com a segurança e a firmeza necessárias nestas horas.
A campanha em defesa desses perseguidos políticos seguirá. Sabemos que podemos contar com as instituições, organizações, entidades, personalidades, movimentos e partidos que se empenharam em sua libertação dos cárceres.
Temos a certeza que na noite de sexta feira 18 de março de 2011 o arbítrio dos governantes roubou uma flor do nosso jardim, tentando calar o direito à livre manifestação, encarcerando quem diverge. O jardim da democracia, tão duramente construído, foi ferido pelas botas do arbítrio. Porém somos muitos, e seremos mais ainda os que não ficamos sem dizer nada. A campanha em defesa dos perseguidos políticos crescerá. Assim os que roubaram uma flor não roubaram a luz do jardim da democracia.
Nossos sinceros agradecimentos àqueles e àquelas já empenhados na defesa dos perseguidos políticos e também àqueles e àquelas que se somarão à campanha em sua defesa.
Por fim, aproveitamos o ensejo para convidar todos ao Ato Público em defesa das liberdades democráticas e pelo arquivamento do processo a ser realizado na UFRJ – Faculdade Nacional de Direito no dia 31 de março de 2011 às 19:00 horas na Praça da República – Centro/RJ.
 
“LUTAR NÃO É CRIME! LUTAR É DIREITO!”    

CYRO GARCIA
Presidente PSTU-RJ

segunda-feira, 4 de abril de 2011

C.E. Central do Brasil repudia imposição do plano de metas

Os profissionais de educação do Colégio Estadual Central do Brasil se reuniram sábado, dia 2, com a direção do colégio, que apresentou o plano de metas da Seeduc. Na reunião, o repúdio por parte dos professores ao plano foi unânime. Os professores decidiram formar uma comissão com objetivo inicial de conquistar os ausentes para não seguirem rumos às metas estabelecidas , conversar com os alunos sobre o significado do plano e redigir um texto para publicar na internet.

A comissão também vai conversar com os profissionais dos colégios mais próximos para obter adesão deles também. Os professores de Língua Portuguesa e Matemática formalizaram a recusa de corrigir o "saerjinho" a ser realizado no dia 13.

O Sepe conclama a categoria a fazer o mesmo que este colégio. O site do sindicato está aberto a todas as unidades.

Leia a declaração do professor Sérgio Agra, do C. E. Central do Brasil:

"Em reunião realizada hoje, dia 2 de abril, para exposição por parte da direção do colégio sobre o plano de metas da SEEDUC, o repúdio foi por unanimidade.
Os professores decidiram formar uma comissão, com objetivo inicial de conquistar os ausentes para não seguirem rumos às metas estabelecidas  conversar com os alunos sobre o significado do plano e redigir um texto para publicar na internet.
Depois, conversar com os colégios mais próximos para obter adesão deles também.
Os professores de Língua Portuguesa e Matemática formalizaram a recusa de corrigir o "saerjinho" a ser realizado no dia 13.
E em seu colégio, como foi a repercursão?"
Abraços,
Sérgio Agra

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