terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Arte e Matemática
Arte e Matemática
Está já acessível online um site promovido pelo Centro de Matemática da Universidade do Porto, dedicado a Arte e Matemática, no endereço seguinte: http://www.fc.up.pt/cmup/arte/
Este site tem como principais objectivos:
1. desenvolver conteúdos que mostrem a enorme diversidade de interacções entre Matemática e Arte,
2. tratar vários temas de Matemática, de uma forma rigorosa, embora elementar (ao nível dos curriculos actuais do ensino secundário), que possam ser úteis para o criador de Arte,
3. desenvolver conteúdos que possam ser usados no ensino da Matemática através da Arte.
Para que o site possa servir os objectivos a que se propõe, pede-se a todos os interessados que o promovam, enviando sugestões e novas ideias, e, se possível, colocando links nas vossas páginas pessoais e institucionais.
Obrigado e saudações
João Nuno Tavares
Centro de Matemática da Universidade do Porto
<http://www.fc.up.pt/cmup>
<http://www.fc.up.pt/mat>
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Pesquisa de economista americano, realizada em países da América Latina, mostra que as práticas de classe são o motivo do sucesso na ilha
Pesquisa de economista americano, realizada em países da América Latina, mostra que as práticas de classe são o motivo do sucesso na ilha
Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br)

Foto: Marina Piedade
Mais sobre formação e qualidade
Reportagens
Em 1997, uma pesquisa conduzida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) testou os conhecimentos em Matemática e linguagem de 4 mil alunos de 3ª e 4ª séries de 13 países latino-americanos. Os cubanos têm desempenho muito melhor que os das outras nações. Em 2005, num novo exame, novamente Cuba ocupou o topo da lista. Qual o segredo da ilha para obter resultados tão bons? A pergunta motivou Martin Carnoy, que leciona Educação e Economia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, a realizar um estudo comparativo entre Cuba, Chile e Brasil. Após filmar aulas de Matemática (disciplina em que o desempenho foi mais desigual nos três países) em 36 escolas e entrevistar funcionários da área de Educação de todos os níveis de governo, além de professores, diretores, estudantes e pais, o americano concluiu que boa parte das diferenças está dentro das próprias salas. "Em Cuba, a turma trabalha mais, as perguntas do educador levam todos a pensar e ele não para a toda hora para pedir atenção." Isso, no entanto, dentro de um ambiente ideologizado e repressivo, o que sugere a necessidade de adaptar as soluções para um contexto democrático. A convite da Fundação Lemann, Carnoy esteve no Brasil em agosto para lançar o livro A Vantagem Acadêmica de Cuba, em que relata as descobertas da pesquisa. Na ocasião, ele detalhou a NOVA ESCOLA o que viu nos três países.
De acordo com sua pesquisa, por que os alunos de Cuba obtêm resultados superiores aos dos outros países da América Latina?
MARTIN CARNOY Há diversos fatores em jogo, mas eu diria que o principal é o uso eficiente do tempo em sala. Filmamos aulas de Matemática da 3ª série em 36 escolas de Cuba, do Chile e do Brasil e descobrimos que, na ilha, elas são mais focadas na aprendizagem do que nos outros dois países. Como escrevo em meu livro, a qualidade de um sistema educacional depende da qualidade das experiências desenvolvidas em sala de aula.
Com qual atividade o professor brasileiro gasta mais tempo?
CARNOY Com o trabalho em grupo. Na média das escolas em que pesquisamos, 30% do tempo é dedicado a essa tarefa. No Chile, o índice foi ainda maior, 34%, enquanto em Cuba caiu para 11%. O grande problema é que, na maioria das vezes, os brasileiros estão apenas sentados juntos, ou seja, com as carteiras unidas, mas sem interagir para resolver problemas matemáticos. Cada um trabalha por si ou apenas conversa com os colegas. O verdadeiro trabalho em equipe, que inclui a discussão para resolver a questão proposta, ocorre muito pouco tanto no Brasil como no Chile.
O que toma mais tempo das aulas nas escolas de Cuba?
CARNOY Lá, 41% do tempo é reservado às tarefas individuais. A vantagem é que os alunos realmente trabalham em 38% do período resolvendo problemas e fazendo exercícios. Enquanto isso, o professor circula entre as carteiras, orientando e tirando dúvidas. Por outro lado, o período dedicado à cópia de instruções é baixo: apenas 2%.
No Brasil, o tempo usado com cópia é maior do que na ilha?
CARNOY Sim. É três vezes superior ao verificado em Cuba. Numa das salas brasileiras que observamos, a garotada chegou a ficar uma hora copiando enunciados de problemas no caderno, algo que poderia ser resolvido com uma fotocópia ou uma folha mimeografada. Para piorar, não foi explicado o porquê daquele trabalho. Não estou dizendo que o quadro-negro não deva ser utilizado: ele é importante para apresentar conceitos e discuti-los, mas acho que seu uso deve ser rápido. Passar a aula toda escrevendo é, sem dúvida, uma perda de tempo.
Que outras diferenças importantes a pesquisa revelou no que se refere ao uso de tempo?
CARNOY Descobrimos que no Chile e no Brasil despende-se o dobro dos minutos em transições de atividades ou interrupções, como pedidos de silêncio. Isso indica que a prática cubana é mais eficiente, mas também pode ter a ver com o tamanho médio das turmas. Em Cuba, as classes que analisamos tinham em média 17,9 crianças, enquanto nas brasileiras havia 27,9, e nas chilenas, 37,1.
O estudo enfoca ainda o tipo de pergunta feito à meninada. O que os dados demonstram?
CARNOY Dividimos as questões em três categorias: as repetitivas, as que têm respostas curtas e as mais complexas, que exigem a explicação do raciocínio usado - em Matemática, é essencial descrever o processo que se está aprendendo. Em Cuba, perguntas desse último tipo aparecem em 55% das aulas. Percebi que no Brasil o mesmo não ocorre. Aqui, predominam as perguntas repetitivas, geralmente respondidas em coro. Isso quando são feitas, pois em 25% das aulas brasileiras a que assistimos elas não existiram. Também há pouca discussão sobre os equívocos. Quando alguém comete um erro, o educador geralmente apaga e chama outro para o quadro. Seria muito mais produtivo perguntar: "Onde está o problema? Por que a solução está incorreta?" Do contrário, ninguém entenderá onde errou.
O material didático apresenta diferenças significativas nos três países?
CARNOY No Brasil, os livros didáticos são abrangentes, mas pouco profundos. Digo que têm 1 quilômetro de diâmetro e 1 centímetro de profundidade. Eles também possuem muitas informações teóricas, provavelmente para servir como guia de apoio ao docente, já que a formação dele é fraca. Na maioria das vezes, ele não consegue apresentar todo o conteúdo trazido pelo material. Em Cuba, há menos variedade de temas, mas cada assunto é explorado detalhadamente e com mais exercícios. O resultado é que no Brasil é bem menor a exigência em termos de habilidades cognitivas.
Como todos esses fatores interferem no desempenho dos alunos?
CARNOY Entre as três nações, o Brasil ficou em último no nível de proficiência matemática. Em uma escala que vai até 5, ele tirou 2,2, enquanto o Chile ficou com 3,2, e Cuba, com 3,8. Numa das salas brasileiras, a compreensão dos conceitos não atingiu nem o nível básico, pois as atividades se baseiam quase exclusivamente na memorização e na cópia mecânica. O país também teve a pior posição quanto à média de atenção dos estudantes e ao grau de disciplina. Pela linguagem corporal e pelas atitudes em sala, é visível quando os brasileiros ficam entediados. Aí, se desligam da tarefa e passam a brincar ou a participar de conversas paralelas. No outro extremo estão os cubanos, que têm um envolvimento maior. Muito disso se deve ao bom planejamento. Quando alguém termina uma tarefa, já se apresenta outro desafio. Então, não dá tempo de se aborrecer.
Por que os educadores cubanos conhecem os alunos melhor do que os brasileiros?
CARNOY Primeiro porque a rotatividade dos estudantes cubanos é bem menor do que nas escolas brasileiras. Eles tendem a ficar por vários anos na escola em que ingressam. Segundo porque em Cuba os mestres seguem com a mesma turma da 1ª à 6ª série. Além de terem maior familiaridade com ela, já conhecem os problemas e se esforçam para que não se repitam no ano seguinte.
De que maneira a equipe gestora colabora para a qualidade do ensino?
CARNOY O ponto principal é que, em Cuba, diretores e vice-diretores supervisionam de perto o trabalho docente entrando constantemente em sala para ver se o currículo está sendo cumprido e como é ensinado. Os educadores estão acostumados a ser apoiados didaticamente e ser avaliados pelos gestores. É um trabalho focado no aprendizado. Além disso, os diretores conhecem muito bem os estudantes e as medidas adotadas para garantir que cada um avance.
Além do que ocorre dentro da escola, que outros fatores podem influenciar a aprendizagem?
CARNOY O modelo que utilizamos inclui o chamado capital social gerado pelo Estado, que diz respeito à atuação do governo na organização do sistema educacional. Ao definir o currículo, a distribuição de alunos pelas escolas, o recrutamento e a formação docente em serviço, o Estado tem um impacto importante na atmosfera da sala. Isso se reflete no comportamento dos pequenos, nas poucas faltas dos professores e no compromisso deles e dos gestores com a melhoria da aprendizagem, além da expectativa dos pais em relação à escola. Somam-se a esse cenário a garantia de condições de saúde e de segurança e o combate ao trabalho infantil, que também são essenciais à aprendizagem. No entanto, em virtude da atuação da administração governamental centralizada e hierárquica, os métodos de ensino e o currículo são rigidamente impostos. Como não se trata de uma democracia, o ambiente estimulante para o estudo não ocorre com a participação das famílias em reuniões de conselhos escolares, por exemplo.
A formação dos professores em Cuba é de melhor qualidade?
CARNOY Sim, especialmente em Matemática. Primeiro porque os estudantes aprendem um bom conteúdo no Ensino Médio e isso tem um efeito importante na forma de atuar quando se tornaram professores. Segundo porque a formação inicial tem foco claro em como ensinar o currículo nacional. No Brasil, além de a Educação Básica ser mais fraca, a formação inicial ou é insuficiente, ou é excessivamente teórica. Os recém-formados sabem muito sobre teorias do ensino e pouco sobre como ensinar.
Como a ilha consegue atrair bons profissionais pagando salários de cerca de 35 reais?
CARNOY Os salários lá são fixados pelo Estado - que supre necessidades básicas, como moradia e alimentação - e, de fato, os educadores ganham mal. Mas, como a economia de mercado é muito pequena, as outras profissões também são mal remuneradas. Essa situação vem mudando nas províncias turísticas, onde as economias são dolarizadas e uma arrumadeira de hotel pode ganhar o triplo de um professor. Por enquanto, quem se sai bem no Ensino Médio ainda é atraído para o Magistério, considerado uma profissão de relativo prestígio. No Brasil, é preciso recuperar o salário do setor para que ele se equipare ao de outras ocupações de nível superior e atraia os melhores. O Chile deu um passo importante: nos últimos 13 anos, triplicou o salário dos docentes. Como resultado, a nota mínima para ingresso nas faculdades de Educação subiu até 10% entre 1998 e 2001.
Seu livro afirma ainda que a desigualdade também interfere no resultado educacional. Como isso ocorre?
CARNOY Em geral, as crianças frequentam escolas com colegas muito parecidos em termos socioeconômicos. No Brasil, 80% das famílias que estão entre os 20% mais pobres da pirâmide social mandam os filhos para escolas que atendem moradores de lares com rendas similares. De um lado, o resultado é uma concentração dos que têm origem semelhante em uma mesma instituição. Nas escolas de classe baixa, como a clientela tem uma procedência familiar muito parecida - em geral, com pais pouco escolarizados -, não há bons modelos em que se inspirar. Além disso, nossa pesquisa mostra que esse tipo de escola atrai os piores mestres, que possuem expectativas reduzidas sobre o que a garotada pode aprender.
Para finalizar, quais lições de Cuba o Brasil não deveria seguir?
CARNOY Penso que por aqui existe muito mais liberdade de crítica e de questionamento. Há mais caminhos para ser criativo no Brasil do que em Cuba. A possibilidade de um profissional de Educação dizer "Eu não concordo com isso" e não ser punido de alguma forma simplesmente por não se ajustar à ideologia dominante é fundamental.
Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
A Vantagem Acadêmica de Cuba, Martin Carnoy, 272 págs., Ed. Ediouro, tel. (11) 3051-7000, 19,90 reais
*Texto encaminhado pelo Professor Sergio Teixeira
Audiência com Cláudia Costin no dia 18 de dezembro: Veja o que foi discutido
Férias em janeiro: A secretária abriu a audiência, afirmando que todos os professores e auxiliares de creche terão férias em janeiro (segundo ela, colônia de férias não é tarefa de professor).
Plano de Carreira: Ela informou que apenas as prefeituras que pagam salários abaixo do piso tinham prazo para apresentação de um plano de carreira até o final de dezembro. Segundo Costin, a discussão do novo plano está em curso no interior da SME, mas ela disse que a idéia do governo é de discutir o conteúdo do mesmo com o sindicato, para que a categoria aponte os pontos relevantes de seu interesse. A secretária disse que, no mês de janeiro, os trabalho vão ter continuidade, mas que é necessário um parecer da equipe econômica do governo municipal para que sejam verificados os impactos finaneceiros do mesmo.
Cláudia Costin defendeu a carga horária de 40 horas para os professores, alegando que isto seria importante para cobrir a falta de professores. Ela afirmou que os docentes antigos terão o direito de optar pela ampliação ou manunteção da carga horária de trabalho e que todas as vantagens serão garantida s para o quadro de 16 horas, que seriam passados para um quadro suplementar. Para o caso dos novos concursos, será adotada a carga horária de 40 horas. Segundo ela, o salário será mais atraente do que ter duas matrículas, citando como exemplo para a defesa do aumento da carga horária os casos de países, como a Coreia, EUA e da Europa.
Ela firmou um compromisso perante a direção do Sepe de que o governo não encaminhará o plano antes de apresentar para a categoria uma minuta do mesmo, o que não signigica que a SME irá incorporar a s nossas sugestões ou críticas. Costin deu prazo até meados de fevereiro/início de março para apresençaõ de uma versão preliminar do plano para a categoria.
Funcionários: Ela informou que não pensa em colocar na mesma carreira os professores e funcionários, alegando que tentou fazer isto com os auxiliares de creche e as polêmicas geradas fizeram com que a SME recuasse. Segundo Cláudia Costin, a idéia é apresentar uma proposta de “plano de carreira para funcionários da educação”.
Merendeiras: A secretária identifica que estas profissionais “estão com problemas de saúde”. Ela disse que a visita às cozinhas das escolas comprovou a precariedade das condições de trabalho e que seria necessário um novo perfil para as merendeiras. A proposta dela é a de que as merendeiras deverão ser lotadas prioritariamente em escolas pequenas e creches e que as novas contratações deverão se dar à partir da COMLURB, pois esta empresa “teria mais experiência para a gestão de tal função, que exige condições físicas do profissional e estudos sobre as condições ergonômicas para um melhor exercício das funções.”
Ela garantiu que as merendeiras concursadas serão nomeadas para as escolas pequenas e creches. Sobre a lotação, ela informou que as profissionais não serão retiradas de forma compulsória das suas respectivas escolas e que os casos ocorridos são uma questão de gestão.
Sobre a carga de 30 horas para funcionários Costin diz não ver vantagem na diminuição da carga horária das merendeiras. Ela usou o exemplo da carga de 16 horas dos docentes, mostrando que apenas no Rio de Janeiro existe tal carga, e que ela seria uma estratégia de governos na década de 70 para não conceder reajustes salariais.
Política Pedagógica: A secretária elogiou os projetos em curso, afirmando que a rede deu “um salto de qualidade” e que, em 2010, serão consolidados os projetos implementados neste ano. Quando questionada sobre a utilização de voluntários, estagiários e alunos do ensino médio na recuperação paralela, ela alegou ser opção das escolas. Ela afirmou ainda, que a rede teve sucesso como programa de realfabetização para aqueles alunos considerados analfabetos funcionais.
Ao ser criticada pelas provas que continham as mesmas questões de avaliações anteriores afirmou ser uma “estratégia pedagógica” e que tal estratégia será mantida. Que a repetição de questões não significou necessariamente em acerto das mesmas pelos alunos. Que todas as escolas e professores tiveram acesso a informações sobre as provas.
Prova de segunda época: A secretária disse que tal decisão “pegou as pessoas no susto”, que não será assim no ano que vem. Que será lançada uma RESOLUÇÃO no início do ano que vem, normatizando o processo de avaliação. Que os professores terão duas semanas sem alunos para se capacitar, e que neste período será editada a nova resolução. Ela informou que já estão enviando para as escolas o calendário das provas para o ano que vem, que também será realizada uma prova de Ciências. Sobreo alto índice de reprovação na rede neeste ano, Costin afirmou que a rede voltou a reprovar, que são 49 mil reprovados e que 55 mil terão a segunda chance. Significa mais de 25% de reprovados na rede.
Financiamento/novos investimentos: Ela deixou claro que esta é uma questão de competência da Secretaria Municipal de Fazenda.
Remoção: Segundo a secretária, foi oferecido 60% de vagas em escolas do amanhã, 20% em escolas com baixo IDEB e 20% nas demais unidades escolares. Que foi decisão da Coordenadoria Escolar e de Gestão, que dentro das CRE's já está se realizando cessões, terão novas cessões em fevereiro e posteriormente serão abertas as duplas regências.
Conselho Municipal de Educação: A secretária informou que o Sepe pode participar das plenárias, que são abertas, uma vez que perdeu o prazo para encaminhar seu representante e que irá consultar o Conselho sobre a possibilidade de algum membro efetivo abrir mão de seu acento para o Sindicato.
Sobre o problema do Ciep João Batista na Cidade de Deus onde uma UPA está sendo construída acarretando transtornos e redução de carga horária para os alunos, informou que a UPA irá beneficiar os alunos e a comunidade, que não há motivo para que os alunos estejam sendo liberados antes da hora, que a secretaria irá entrar em contato com a direção da escola.
Sobre o problema da falta de pagamento para os projetos Cientistas do Amanhã, Fórmula da Vitória ela informou que o pagamento já foi efetuado no dia 18 de dezembro.
Concursos: A secretária informou que vão acontecer novas nomeações utilizando o banco de PII e demais áreas. Que será realizado concurso para Língua Estrangeira.
Relação com o Sindicato: Costin afirmou que houve uma “quebra de confiança”, que considerou a campanha do Sepe pela não correção das provas numa atitude “anti-aluno”, disse que não pode haver distorção ao passar para a categoria o que é discutido nas audiências, mas que o processo de diálogo está sendo retomado.
PEJA e Eleição para Diretoras de escolas: A Secretária afirmou que a intenção é de ampliar (citou como exemplo a Maré) tanto para diurno quanto para noturno, que o problema é ter professor. Defendeu o processo sucessório para direções de escolas que na sua opinião acaba com o clientelismo.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Quatro frases que fazem o nariz do Pinóquio crescer
1 – Somos todos culpados pela ruína do planeta.
A saúde do mundo está feito um caco. ‘Somos todos responsáveis’, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade. Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao ‘sacrifício de todos’ nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam. Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20 por cento da humanidade cometem 80 por cento das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, “faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades.” Uma experiência impossível.
Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo.
2 – É verde aquilo que se pinta de verde.
Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. “Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas”, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação.
Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: “os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.” O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente. O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete. A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques.
3 – Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra.
Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas... As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco 92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno.
No grande baile-de-máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.
A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político.
4 – A natureza está fora de nós.
Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as órdens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: “Honrarás a natureza, da qual tu és parte.” Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão. Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala de submeter a natureza. Agora, até os seus verdugos dizem que é necessário protegê-la. Mas, num ou noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós. A civilização, que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento, e o grandalhão com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper seu próprio céu.
Freely-translated from Spanish by Arthur Goncalves Filho on December 5, 2009
* Texto encaminhado pela Professora Vera Nepomuceno
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Inscrições abertas para curso gratuito de especialização em Educação Física Escolar na UFF
O curso é inteiramente gratuito.
Serão 20 vagas no total, ministradas às terças e quintas-feiras, das 18 às 21h30.
Outras informações no Departamento de Educação Física, Campus do Gragoatá (Uffão, em frente à Concha Acústica), São Domingos, Niterói, ou pelo site www.uff.br/gef.
Vereadores mantém veto ao projeto que cria o Calendário Unificado Escolar
Confira esta notícia em: http://spl.camara.rj.gov.br/noticias/mais_noticias_ascom_int.php?id_noticia=712
Carta dos Aposentados da Educação aos Candidatos a Postos Eletivos no Executivo e Legislativo do Estado e Municípios do Rio de Janeiro
Carta aos candidatos a postos eletivos no executivo e legislativo do Estado e municípios do Rio de Janeiro
Nós, profissionais da educação aposentados, reunidos em Itaguaí no 33o Encontro Estadual de Aposentados da Educação do SEPE/RJ, dirigimos esta carta aos candidatos aos postos eletivos do executivo e legislativo. Sabemos que a educação sempre é colocada como prioridade para os políticos de plantão.
Governos se revezam no poder sempre usando a educação pública como promessa de campanha, mas ao assumirem o "poder", deixam de investir o mínimo constitucional.
A política de gratificação e abonos destrói a paridade e integralidade.
As reformas levadas a cabo pelos governos têm atingido duramente a classe trabalhadora e, em especial os aposentados/as e pensionistas, com reflexo direto no atendimento à população dos serviços essenciais que garantam condições mínimas para a cidadania.
A fome, a miséria, o desemprego e a violência materializam o modelo de desenvolvimento que flagela o nosso país.
Sendo assim, consideramos fundamental reafirmarmos o contido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais.
Exigimos dos candidatos a cargos eletivos, tanto no executivo quanto no legislativo, compromissos públicos com as seguintes questões:
- Fim do fator previdenciário;
- Implementação do Programa de Direitos Humanos em todos seus aspectos;
- Fim da política de abonos e gratificações;
- Sistema de saúde que contemple a especificidade de atendimento contínuo ao aposentado/idoso;
- Garantia de reajuste anual, respeitando a data base negociada com o sindicato.
Itaguaí, 10 de Novembro de 2009.
33o Encontro Estadual de Aposentados da Educação do SEPE/RJ
Carta dos Aposentados da Educação ao Governador Sergio Cabral
Exmo Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro.
MD. Sr. Sérgio Cabral Filho
Nós, aposentados/as da educação, filiados/as ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação - SEPE/RJ, reunidos/as no 33º Encontro Estadual de Aposentados/as da Educação em Itaguaí, de 09 a 11 de Novembro de 2009, vimos solicitar a V. Exª empenho em aperfeiçoar com urgência e de forma mais justa a lei 5539/09, recém sancionada.
A proposta de incorporação da gratificação Nova Escola cria distorções tanto para profissionais de início de carreira, quanto para aposentados - em especial. O longo prazo para concluir a implementação (até 2015) causa preocupação e tristeza. Terá o/a aposentado/a vida longa para usufruir tão esperada gratificação?
Para amenizar as distorções propomos:
* Incorporação da gratificação pelo seu nível máximo (R$435,00) a partir do nível 1, obedecendo o percentual interníveis de 12% previsto no Plano de Carreira do Magistério;
* Incorporação do valor máximo (R$217,50) mantendo o interstício previsto no Plano de Carreira do Pessoal Administrativo;
* Conclusão da incorporação ainda nesta gestão (final de 2010);
* Garantia de reajuste anual sobre os valores acumulados.
Sr. Governador, a marca impressa por V. Exª em sua vida pública, a defesa dos aposentados e as promessas de campanha, fez com que muitos de nós profissionais de educação e aposentados em especial, nos tornássemos seus eleitores.
Com a certeza da sensibilidade de Vª Exª as nossas postulações, subscrevemo-nos.
Atenciosamente,
33o Encontro Estadual de Aposentados da Educação do SEPE/RJ
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Sepe se reuniu com Tereza Porto
1) Adicional de Qualificação: a SEE apresentou a resolução que dispõe sobre os procedimentos para requerer esta gratificação que foi discutida com a direção do SEPE. A resolução será publicada ainda em dezembro.
2) Animadores Culturais: a dívida do governo com o INSS está sendo negociada entre SEPLAG e INSS. Os casos específicos encaminhados pelo coletivo de Animadores serão resolvidos o mais breve possível (já houve ordem de pagamento). Não há intenção de realizar novos concursos para animadores. A animação cultural foi absorvida na estrutura da SEE e, segundo palavras da secretária, “agora que tiveram valorização salarial, serão cobrados”.
3) Funcionários Administrativos: a SEE reconhece que este foi o setor mais prejudicado em 2009 e se compromete a negociar as demandas no início do ano. A secretária afirmou que “Embora não tenhamos discutido o papel do funcionário de apoio (sic!) na escola, o descongelamento do plano de carreira deles é a próxima pauta”.
4) Enquadramento: todos os processos estão parados na SEPLAG. Reconhecem que se a SEPLAG não liberar tais processos em janeiro, haverá problemas sérios com os novos processos em março. A direção do Sepe cobrou uma audiência conjunta com a SEE e SEPLAG para encaminhar este ponto.
5) Concurso para Orientadores Educacionais e Pedagógicos: a secretária confirmou a sua realização em 2010, mas não apontou prazos.
6) Municipalização: a SEE continua afirmando que a prioridade é ceder os professores docentes II para as prefeituras, mantendo-os na própria escola municipalizada. Depois tentará resolver cada caso dentro da coordenadoria. Cobramos que este processo não é tranqüilo e a SEEDUC solicitou que encaminhássemos os casos complicados. A secretária continua afirmando que a municipalização só ocorrerá em municípios onde o IDEB for maior do que o Estado.
7) Código 61: o subsecretário Marcos Medina se comprometeu em discutir com o governo. Lembramos que a demora nesta decisão prejudica funcionalmente muitos profissionais da educação.
8) Pagamento da ação ganha pelo Sepe sobre o desconto previdenciário indevido: a equipe da SEE espera o retorno da Procuradoria Geral do Estado e só depois apresentará um calendário.
9) Novo Concurso para professores: denunciamos a existência de professores no banco de espera do último concurso e a secretária pediu que encaminhássemos por escrito os casos, alegando que é intenção da secretaria chamar os professores que estiverem neste caso.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
PREFEITURA E SME DEVEM LANÇAR PROPOSTA DE PLANO DE CARREIRA AO APAGAR DAS LUZES DE 2009
Tendo em vista as últimas medidas divulgadas pela SME do Rio, o Sepe convoca todos os profissionais da rede municipal para a assembléia geral nesta terça-feira, 15 de dezembro, às 18 horas no auditório do Sepe, que fica na Rua Evaristo da Veiga, 55 – 7º andar, próximo à Cinelândia.
CEIA DA MISÉRIA
Sepe também vai promover no dia 15 de dezembro a Ceia da Miséria, a partir das 14 horas na Cinelândia, com objetivo de denunciar a situação de penúria a que está submetida toda a educação pública do Rio de Janeiro por causa do descaso dos governos do estado e do município.
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